Mostrar mensagens com a etiqueta Italia '90 World Cup. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Italia '90 World Cup. Mostrar todas as mensagens

464 - ACÁCIO

Apesar de ser um ídolo no Vasco do Gama, foi no Serrano, clube da cidade de Petrópolis, que Acácio começou por dar nas vistas. Foram, então, os jogos do "estadual" do Rio de Janeiro, principalmente os embates contra aqueles que nessa competição são os maiores emblemas, que acabaram por pô-lo em plano de destaque no futebol brasileiro. Dessa maneira, já com o estatuto de atleta muito promissor, Acácio, no decorrer da temporada de 1982, veio a rubricar um contrato com os referidos "Cruzmaltinos". Durante mais de 9 temporadas vestiu a camisola do clube fundado por descendentes portugueses, com a conquista do Campeonato Carioca a brindar esse seu ano de estreia em São Januário.
Desde o primeiro troféu ganho pelo Vasco da Gama, outros títulos foram aparecendo na sua carreira, como são os casos dos Campeonatos "Carioca" de 1987 e de 1988. No entanto, como afirmado pelo guardião, o título que ainda hoje traz as melhores lembranças, tanto pela importância, como pelas disputas memoráveis que nele foram ocorrendo, acabou por ser o "Brasileirão" de 1989. Ao ser a dita conquista um dos marcos mais importantes na sua vida, para Acácio, o ano de 1989, tornou-se inesquecível também por outras razões. Por um lado, foi em Março desse ano que o guardião, numa partida contra o Equador, fez a estreia com as cores da "Canarinha". Por outro lado, depois de ter marcado presença na edição de 1983 do torneio, veio a convocatória para a Copa América, de onde o Brasil saiu vencedor. Aliás, pode dizer-se que aqui começou uma bela relação com a selecção do seu país, a qual levaria o guarda-redes, na condição de suplente de Taffarel e ao lado de José Carlos, ao Mundial de 1990.
Foi sensivelmente 1 ano após a participação no certame organizado em Itália que Acácio tomou a decisão de vir para a Europa. O destino, bem improvável para um intérprete da sua categoria, pô-lo na rota do plantel de 1991/92 do Tirsense. Porém, bastou uma temporada na 2ª divisão para provar que a qualidade do internacional brasileiro, ainda que com 33 anos de idade, era merecedora de muito mais. Digno de tal justiça, na época seguinte à da chegada a Portugal, ao serviço do Beira-Mar, acabou por estrear-se no maior escalão luso. Pela colectividade de Aveiro foram 3 temporadas onde, à imagem daquilo que tinha mostrado no seu país, continuou a impor-se como titular. Muitas foram as histórias vividas, mas aquela que mais o marcou, como o próprio contou numa entrevista, prendeu-se com a tentativa de corrompê-lo e com isso facilitar a vitória do adversário, numa partida a opor a sua equipa à do FC Porto.
Polémicas à parte, Acácio retornou ao Brasil para, em 1996 e a jogar pelo Madureira, terminar a carreira. Continuou no seu país e é por lá que tem dado seguimento à sua vida como técnico, primeiro como treinador de guarda-redes do Botafogo e do Vasco da Gama e, numa experiência mais recente, como responsável máximo pelo plantel do Olaria.

363 - KASEY KELLER

Depois de iniciar a caminhada competitiva no desporto escolar e de ter entrado nas competições universitárias, Kasey Keller começou a ser chamado aos trabalhos das selecções jovens do seu país. Por razão do bom desempenho nas camadas de formação à guarda da United States Soccer Federation, o guarda-redes, com apenas 20 anos de idade e numa altura em que representava os Portland Pirates, logrou ser convocado para um grande certame sénior, o Campeonato do Mundo de 1990.
Em Itália, apesar de ficar na sombra de Tony Meola e de, por essa razão, não ter disputado qualquer um dos três encontros a envolver o conjunto americano, a sua chamada ao torneio foi suficiente para que do “Velho Continente” começasse a surgir o interesse de alguns clubes. Nessa corrida, o Millwall emergiu como o emblema mais convicto de que Keller era uma boa aposta. Nos “Lions” a partir da temporada de 1991/92, o atleta impôs-se com alguma naturalidade ao ponto de ter vencido, no ano a seguir à estreia, o mais importante galardão atribuído pelo clube aos seus atletas, isto é, o prémio de Jogador do Ano.
Seguiu-se, após alguns anos a disputar o segundo patamar inglês, a sua estreia na Premier League. A mudança para o plantel de 1996/97 do Leicester City trouxe-lhe também um importante troféu e o currículo do guardião, com a conquista a ocorrer na época da sua chegada ao emblema sediado nas East Midlands, passou contar com a vitória na Taça da Liga.
No entanto, a sua passagem pelos "The Foxes" não trouxe apenas boas memórias. Houve um episódio menos feliz e que, de certeza, o guardião tão cedo não esquecerá! Nos tempos livres, Kasey Keller decidiu experimentar a prática de outra modalidade. Arranjou um saco com o material apropriado, enfiou-o no automóvel e dirigiu-se a um campo de golfe. Até aqui tudo normal. O pior foi quando chegou ao destino e quis tirar o equipamento da bagageira. Pois bem, fê-lo com tal força e determinação que acertou com os tacos na boca e partiu uma série de dentes!
Depois da primeira estadia em Inglaterra, Kasey Keller começou um périplo que o levou também a outros campeonatos europeus. Rayo Vallecano, Tottenham Hotspurs, Southampton, Borussia Mönchengladbach e Fulham tornaram-se nos novos emblemas a colorir a sua caminhada competitiva. Desportivamente, apesar de uma utilização regular, nada a destacar nessas passagens. A excepção surgiu nas campanhas cumpridas no emblema germânico, onde, ao ser escolhido para capitão de equipa, veio a tornar-se no segundo atleta norte-americano a realizar tal função na Alemanha.

139 - HIGUITA

Tirando a sua passagem pelos colombianos do Atlético Nacional, onde conquistaria a Copa Libertadores de 1989, René Higuita não tem um registo impressionante de vitórias, nem sequer de presenças noutros grandes emblemas mundiais. Por exemplo, a sua passagem pela Europa fez-se ao serviço do modesto Valladolid de Espanha e, até essa experiência, não correu nada de feição.
Está bem que a sua vida fora dos relvados, com ligações aos cartéis da droga e consumo desses mesmos estupefacientes, muita tinta fez correr nos jornais. Mas isso, de certeza, que não seria suficiente para imortalizá-lo como praticante de futebol. Então, o que o tornou tão famoso?! A resposta quase todos sabem! Higuita era um guardião do mais excêntrico que podia haver. Para além dum visual inconfundível, ele também marcava livres, penaltis e, quando lhe dava na cabeça, abandonava a baliza e enfiava-se no ataque com os seus colegas.
Para verem como era Higuita, a primeira imagem que dele tenho é a de uma grande “trunfa” e de uma bela "bigodaça" que, agarrados ao corpo de um guarda-redes, desatavam a correr campo fora com a bola nos pés. Nos oitavos-de-final do Mundial de 1990, a brincadeira correu-lhe bem até ao meio-campo. Porém, quando Roger Milla, atleta dos Camarões, conseguiu roubar-lhe o esférico as coisas mudaram de sentido. O avançado marcou golo, os africanos venceram o encontro e a Colômbia acabou eliminada do torneio!
Higuita era capaz de tudo. Desde um “erro do tamanho de uma casa”*, como ele próprio classificou o tal episódio em Itália, à jogada mais espectacular, como o mítico "pontapé escorpião", revelado num particular contra Inglaterra. Em Wembley, Jamie Redknapp, que se estreava pelos “AA” do seu país, ao mesmo tempo que enviava um balão, sem nexo, para a área adversária, virava costas ao lance. Não chegaria a ver o "mergulho" para a frente e a defesa com os calcanhares! E só se voltou novamente para a baliza, como o próprio viria a confessar, porque ao ouvir os estridentes aplausos do público pensou que “El Loco” tivesse dado um monumental "frango"!

*retirado do artigo publicado em https://pt.qaz.wiki/wiki/Rene_Higuita

8 - VLK

Lubomir Vlk (mais uma tradução - Vlk quer dizer lobo), internacional pela antiga Checoslováquia, começou a sua carreira, na cidade de Ostrava, no Vitkovice. Apesar de ser da mesma terra que o Banik Ostrava e de viver um pouco à sombra do seu rival, o Vitkovice teve o seu grande momento em 1985/86, quando se sagrou campeão nacional... e logo na temporada de estreia de Vlk!!!
Seriam, no entanto, precisos mais alguns anos para que o defesa esquerdo despertasse o interesse de outros emblemas, o que viria a acontecer, logo a seguir ao Campeonato do Mundo de 1990, em Itália, transferindo-se para o FC Porto. Na "Invicta" não viria a ser muito utilizado - apenas 29 jogos em 3 épocas - o que o fez regressar ao seu clube de origem, e, dizem, do seu coração, onde termina a carreira em 2000. 
Representou ainda o Karviná, clube que durante um ano, 1994, se uniu ao Vitkovic, separando-se, os dois emblemas no ano seguinte. Em 2002 era o director desportivo do seu clube de sempre.