1700 - EDMUNDO

Após concluir a formação ao serviço do Vitória Futebol Clube, Edmundo Joaquim Pascoal da Silva subiria à equipa principal dos “Sadinos” pela mão de Manuel de Oliveira. No entanto, com a preferência dada pelo referido treinador a recair em nomes como Baltemar Brito, Nunes ou Cerdeira, o jovem defesa-central pouco jogaria nessa campanha de 1982/83. Já a temporada seguinte mostraria um atleta mais participativo nos objectivos do colectivo setubalense. Ainda assim, a titularidade só viria em 1984/85 e o jogador, a partir dessa época, passaria a ser aferido como um dos mais valiosos praticantes sediados no Estádio do Bonfim.
Outro factor que igualmente contribuiria para o acréscimo do seu valor, seriam as chamadas às equipas a trabalhar sob a intendência da Federação Portuguesa de Futebol. No âmbito dos “esperanças”, Edmundo entraria pela primeira vez em campo numa partida frente à antiga Checoslováquia. Após esse desafio disputado, a 13 de Outubro de 1984, no Estádio da Tapadinha, onde, no sector mais recuado, também marcariam presença Ferrinho, Morato e Samuel, seguir-se-iam, alguns meses passados sobre essa experiência inicial, outro par de pelejas. Mais uma vez titular, dessa feita ao enfrentar, em ambas as contendas, a Republica Federal da Alemanha, o defesa-central findaria o seu percurso com a “camisola das quinas” com um total de 3 internacionalizações sub-21.
A crescente evolução do jogador faria com que outros emblemas começassem a equacionar a sua contratação. Quem haveria de convencer o atleta a mudar-se seria o Benfica. Com a transferência acertada, Edmundo apresentar-se-ia como reforço das “Águias” no começo da temporada de 1986/87. Todavia, treinado inicialmente por John Mortimore, depois por Ebbe Skovdahl e, com saída do técnico dinamarquês, por Toni, o defesa-central, ao enfrentar essencialmente a concorrência de Oliveira, de Dito e de Mozer, nunca passaria da condição de suplente. Ainda assim, os dois anos passados na Luz trariam momentos de qualidade inolvidável para a sua carreira e, para além da participação na campanha que levaria os “Encarnados” à final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1987/88, também acrescentariam ao seu currículo a “dobradinha” de 1986/87.
Sem espaço no Benfica, Edmundo, a partir de 1988/89, encetaria um périplo a levá-lo a envergar a camisola de diferentes colectividades. Inicialmente por empréstimo, o defesa-central regressaria ao Vitória Futebol Clube, para, na época seguinte, vestir as divisas do Belenenses. Já em termos definitivos, o jogador ainda passaria outras duas épocas ao serviço dos “Azuis”. Com a derradeira temporada no Restelo a ser vivida nas contendas do escalão secundário, o atleta, finda a campanha de 1991/92, voltaria a mudar de clube. Ainda no mesmo patamar competitivo, passaria a representar o Estrela da Amadora. Na Reboleira, onde também permaneceria por 3 anos, ajudaria os “Tricolores” a subir à 1ª divisão e, nesse regresso ao convívio com os “grandes”, viveria as últimas experiências primodivisionárias.
Com a carreira como futebolista a aproximar-se do fim, Edmundo, definitivamente afastado dos principais cenários competitivos do futebol português, voltaria novamente ao Vitória Futebol Clube. Após essa época de 1995/96, seguir-se-ia o Desportivo de Beja e finalmente o União de Montemor. Após “pendurar as chuteiras” no termo das actividades dadas a 1997/98, o antigo defesa voltaria a ligar-se à modalidade e como treinador passaria pelo Imortal, Sesimbra, Oriental Dragon, pela equipa “b” dos “Sadinos”, pelo Grandolense e, mais recentemente, pelas “escolas” do GD “Os Amarelos”.

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