1384 - CARLOS CARVALHAL

Produto das “escolas” do Sporting de Braga, Carlos Carvalhal depressa começaria a dar sinais de ser um bom jogador. Nesse sentido, a acompanhar a sua evolução no emblema minhoto, logo apareceriam as chamadas às jovens equipas sob a intendência da Federação Portuguesa de Futebol. Com o primeiro jogo por Portugal a remontar a 6 de Maio de 1981, o percurso do defesa-central com a “camisola das quinas” passaria por diversos escalões. Numa caminhada notável, durante a qual somaria 35 internacionalizações os destaques iriam para as participações no Campeonato da Europa sub-18 de 1984 e para a edição de 1986 do Torneio Internacional de Toulon.
No que diz respeito ao percurso clubístico, a subida de Carvalhal ao escalão sénior surgiria, pela mão de Quinito, na temporada de 1983/84. Todavia, a falta de experiência do jogador ao confrontar-se com colegas mais traquejados, casos de Dito, Paris ou Guedes, levá-lo-ia, nessa época de estreia e também na seguinte, a conquistar poucas oportunidades. Pela necessidade de jogar, a campanha de 1985/86 cumpri-la-ia coma as cores do Desportivo de Chaves. Com emblema transmontano a disputar pela primeira vez o escalão maior do futebol luso, o defesa não só ficaria na história da colectividade flaviense, como acabaria por tornar-se num dos esteios do conjunto a trabalhar às ordens de Raul Águas.
No regresso ao Sporting de Braga, já com estaleca suficiente para ambicionar a outro estatuto, Carvalhal assumir-se-ia como um dos titulares da equipa. Tanto na temporada de 1986/87, como na subsequente, o atleta passaria a ser uma das figuras habituais no centro do sector mais recuado dos “Guerreiros”. Com a qualidade do seu jogo a subir, logo surgiriam emblemas de outra monta interessados na sua contratação. Na dianteira surgiria o FC Porto, treinado pelo seu "velho conhecido" Quinito. A mudança do jogador para as Antas concretizar-se-ia na temporada de 1988/89. No entanto, a forte concorrência não deixaria muito espaço e o defesa-central, com apenas 1 partida oficial disputada pelos “Azuis e Brancos”, deixaria a “Cidade Invicta”.
Sem abandonar a divisão maior, a sua carreira prosseguiria com algumas mudanças de emblema. Beira-Mar, de novo o Sporting de Braga e o Tirsense, precederiam, naquela que seria a primeira temporada do jogador fora do convívio com os “grandes”, o regresso à cidade de Chaves. Daí em diante, intercalando as participações entre os dois principais patamares do futebol português, o atleta, para além da passagem por Trás-Os-Montes, ainda vestiria a camisola do Sporting de Espinho. Aliás, seria na agremiação sediada na Costa Verde que, logo finda a caminhada enquanto praticante, Carlos Carvalhal daria início ao seu trajecto como treinador.
No papel de técnico a partir da campanha de 1998/99, numa carreira longa e bem cimentada, o trabalho feito por Carlos Carvalhal tem alimentado a fama de homem competente. Com experiências à frente de diversos emblemas portugueses e de outros países, os maiores louvores surgiriam na sequência das finais alcançadas e dos títulos vencidos. Nesse contexto, é impossível esquecer a Taça de Portugal de 2001/02, onde faria história com Leixões, ao levar, pela primeira vez na competição, um emblema da 2ª divisão “b” até ao derradeiro desafio da prova. Já no que a troféus diz respeito, há que nomear, naquela que foi a primeira edição, a conquista da Taça da Liga de 2007/08, aos comandos do Vitória Futebol Clube. Falta ainda referir, dessa feita como treinador do Sporting de Braga, o triunfo conseguido na Taça de Portugal de 2020/21 e, ainda nessa temporada, a sua segunda presença na final da Taça da Liga.
Porém, nem só de momentos “caseiros” tem vivido a carreira de Carlos Carvalhal. Como já foi desvendado, o treinador também tem andado pelo estrangeiro. Nesse contexto, há a realçar os anos à frente do Sheffield Wednesday, a experiência na Premier League com o Swansea, as passagens pela Grécia e pelos Emirados Árabes Unidos ou, na campanha de 2022/23, a temporada cumprida na La Liga, com o Celta de Vigo.

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