Depois de ter terminado o percurso formativo ao serviço do Marítimo, José Manuel Abreu Ramos, ao ficar de fora do rol de atletas escolhidos para preencher o plantel principal dos “Leões do Almirante Reis”, acabaria por ter no CF Pilar o emblema a dar-lhe a oportunidade de, na temporada de 1982/83, fazer a estreia como sénior.
Também nos anos seguintes, o defesa acabaria por preencher a carreira a representar, sempre no cenário futebolístico madeirense, outros emblemas de modestas ambições. No entanto, as passagens pelo Académico do Funchal, onde já tinha cumprido boa parte da formação, ou pelo UD Santo António não viriam a extinguir a possibilidade de prosseguir a carreira ao mais alto nível. Muito pelo contrário, essa trindade de temporadas longe das colectividades mais proeminentes fariam com o atleta ganhasse um enorme traquejo competitivo. Tal acréscimo de tarimba, levaria que um dos clubes de maior tradição no universo insular decidisse, para a temporada de 1985/86, apostar na sua contratação e o jogador acabaria por ser apresentado como reforço do União da Madeira.
No “União da Bola”, numa temporada em que seria orientado inicialmente por Mário Morais e depois por Mourinho Félix, Ramos começaria por disputar a 2ª divisão. Manter-se-ia pelo mesmo escalão ainda durante 3 campanhas. Todavia, depois do emblema funchalense ter conseguido sagrar-se campeão no patamar secundário, 1989/90 representaria a época de estreia dos “Unionistas”, e do jogador, entre os “grandes”. Integrado num grupo de trabalho orientado por Rui Mâncio, e com Nelinho, Ricardo Jorge, Hajry, Jairo, entre outros, como colegas de balneário, o defesa acabaria por conseguir vincar-se como um dos pilares da colectividade madeirense. Para melhorar tal cenário, aquilo que viria a ser uma afirmação pessoal, também teria correspondência no plano colectivo. Porém, mesmo com o sucesso conseguido na luta pela manutenção, o defesa, no ano seguinte, não viria a manter-se como um dos preferidos no “onze”e a enorme falta de presenças em campo levá-lo-ia a procurar outra agremiação.
No Nacional da Madeira a partir da temporada de 1991/92, Ramos, apesar da ambição do clube, viria, de vez, a despedir-se do escalão máximo. As campanhas passadas a envergar o listado alvinegro não trariam para o currículo do defesa muito mais do que as pelejas agendadas para a divisão de Honra. Já a época de 1994/95, com a colectividade a apostar fortemente no reforço do plantel, apresentar-lhe-ia o Camacha. Na vila berço do futebol em Portugal, ao lado de João Paulo, Higino, Rui Duarte, Tininho, Ricardo Jorge ou João Amândio, nomes famosos no “jogo da bola” madeirense, o atleta manter-se-ia até ao termo das provas organizadas para 1996/97. Posteriormente, à imagem dos primeiros capítulos da sua carreira, surgiria o regresso às colectividades mais populares e seguir-se-ia o plantel de 1997/98 do 1º de Maio do Funchal.
Apesar de ter ultrapassado, em boa medida, a barreira dos 30, a verdade é que Ramos teria ainda muito para dar ao futebol. Com energia suficiente para dar seguimento ao trajecto competitivo, o defesa, nos anos seguintes, envergaria também as divisas do Ponta Pargo e numa caminhada dedicada, em exclusivo, aos emblemas madeirenses, o jogador, em 2002/03 e à beira de completar 40 anos de idade, teria no futsal do São José o final de uma longa senda competitiva.
Após “pendurar as chuteiras”, ao manter-se ligado ao futebol, Ramos, em 2020, regressaria ao União da Madeira, dessa feita para ocupar o lugar de Vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral.

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