Mostrar mensagens com a etiqueta Euro '92. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Euro '92. Mostrar todas as mensagens

867 - KULKOV

Antes do sucesso alcançado na principal equipa do Spartak de Moscovo, já Kulkov tinha passado por diversos emblemas da antiga União Soviética. Dinamo Kashira, Krasnaya Presnya ou Spartak Ordzhonikidze (actual Alania) antecederiam a sua entrada no plantel sénior do conjunto da capital. O primeiro ano com a “Narodnaya komanda” (Equipa do Povo), haveria de ser deveras positivo para a carreira do atleta. Primeiro, resultado do destaque que conseguiria, chega a chamada à selecção; depois, com o final da temporada de 1989, vem a conquista do Campeonato da URSS.
A evolução mostrada dentro de campo levaria a uma consolidação das suas exibições. Tendo conseguido tornar-se num elemento importante do “onze” do clube e da selecção, as épocas seguintes transformá-lo-iam num jogador apetecível. Com a abertura dos países de Leste ao Ocidente, os emblemas interessados no seu concurso começariam a aparecer. Entre vários conjuntos, o Benfica acabaria por ganhar essa corrida e, para temporada de 1991/92, Kulkov é apresentado no Estádio da “Luz”.
Nos anos passados em Lisboa, o “trinco”, a par dos seus conterrâneos Iuran e Mostovoi, tornar-se-ia numa figura polémica. Apesar das boas exibições, o jogador ficaria também conhecido pela indisciplina e pelos excessos da sua vida particular. Ainda assim, Kulkov conseguiria tornar-se num dos jogadores mais relevantes para o clube. Titular com Sven-Göran Eriksson, Tomislav Ivíc e Toni, o internacional russo contribuiria para a vitória na Taça de Portugal de 1992/93 e para a conquista do Campeonato do ano seguinte.
Com a contratação de Artur Jorge para o comando das “Águias”, o seu nome e o de Iuran surgem na lista de jogadores a libertar. Sabendo da dispensa dos atletas, Sir Bobby Robson, à altura o treinador do FC Porto, daria indicações para que o médio e o avançado fossem contratados. Contudo, a mudança de emblema não mudaria muito a atitude dos dois. As polémicas continuariam e, mesmo conseguindo ter um papel preponderante na conquista do Campeonato Nacional de 1994/95, Kulkov e o seu conterrâneo deixariam os “Dragões” um ano após a chegada.
Com o regresso ao Spartak de Moscovo, o centrocampista entraria numa fase mais discreta da sua carreira. Tendo ainda, durante um curto empréstimo ao Millwall, tentado a sua sorte no futebol inglês, a verdade é que, daí em diante, as oportunidades dadas ao atleta viriam, na sua maioria, de emblemas russos. Depois de ter ainda representado Zenit e Krylya Sovetov, a excepção a esses anos passados no Campeonato do seu país viria, mais uma vez, de Portugal. Com o Alverca à procura de reforçar o seu plantel, Kulkov acabaria por ser um dos destaques do conjunto ribatejano e da temporada de 1999/00.
Após um pequeno interregno, o jogador deixaria os relvados ao serviço dos russos do Energiya Shatura. Numa caminhada que conheceria o fim em 2001, a sua carreira acabaria por ficar manchada por um comportamento pouco condizente com o de um atleta de alta competição. Um dos bons exemplos a dar é o seu percurso na selecção. Apesar de ter conseguido mais de 4 dezenas de internacionalizações, o médio acabaria por nunca participar numa fase final de um grande torneio. É bem certo que o seu afastamento do Euro 92 e Euro 96 dever-se-ia a lesões. Já na chamada para o Mundial de 1994, a história seria bem diferente. Tendo entrado em rota de colisão com o treinador Pavel Sadyrin, Kulkov, em conjunto com outros jogadores, exigiria a demissão do seleccionador. A reivindicação não seria aceite e quem acabaria por ser afastado do torneio organizado nos Estados Unidos seria o médio.

799 - VUJACIC

Apesar de ter nascido na capital Titograd (actual Podgorica), Budimir Vujacic cresceria em Petrovac na Moru, localidade banhada pelo Mar Adriático. Consequência de tal morada, os primeiros passos do seu percurso futebolístico dá-los-ia nessa antiga vila piscatória. Seria então no OFK Petrovac que o defesa, ainda na metade inicial da década de 80, disputaria as primeiras partidas no patamar sénior.
Curiosamente, as primeiras temporadas da sua carreira caracterizar-se-iam por algumas mudanças de clube. Já depois da estreia e de uma passagem, igualmente curta, pelo Obilic Beograd, a evolução que começava a mostrar dentro de campo levaria a que, da Alemanha, surgisse o interesse na sua contratação. No SC Freiburg, ainda que a disputar as divisões secundárias, o central conseguiria confirmar aquilo que dele já era sabido: Vujacic, alto e possante, fazia do jogo aéreo uma das suas grandes armas.
As suas qualidades levá-lo-iam a afirmar-se como um dos grandes esteios defensivos do emblema germânico. Ainda que longe dos grandes palcos da “Bundesliga”, a verdade é que os seus desempenhos abrir-lhe-iam novas portas. O FK Vojvodina, colectividade que se seguiria na sua carreira, seria a rampa para Vujacic atingir outros patamares. No emblema da cidade de Novi Sad, reflexo de uma excelsa caminhada por parte do clube, o defesa conseguiria as suas primeiras chamadas à principal selecção jugoslava. Praticamente na mesma altura, sagrar-se-ia campeão jugoslavo (1988/89) e esse importante título, juntamente com o estatuto de internacional, fariam dele um alvo apetecido.
A transferência para o Partizan transformá-lo-ia numa das grandes estrelas do futebol jugoslavo. As regulares convocatórias para os jogos da selecção, serviram, ainda mais, para sublinhar essa importância ganha. Nesse sentido, poucos ficariam surpreendidos quando o seu nome foi cogitado para fazer parte do grupo que iria disputar a fase final do Euro 92. No entanto, o agravar do conflito nos Balcãs, faria com que a Jugoslávia fosse afastada do torneio organizado na Suécia.
Já pelo emblema de Belgrado, Vujacic, entretanto promovido a “capitão” de equipa, conseguiria juntar alguns títulos ao seu currículo. É já com a conquista de mais 1 Taça (1991/92) e 1 Campeonato da Jugoslávia (1992/93), que o defesa chega ao Sporting. Contratado por Sousa Cintra e, segundo dizem, à revelia de Bobby Robson, os primeiros tempos em Lisboa seriam difíceis para o atleta. Com o treinador a pôr de parte o jogador, a oportunidade para que pudesse mostrar as suas qualidades só surgiria com o despedimento do inglês e a contratação de Carlos Queiroz.
Foi a partir de Fevereiro de 1994, data da sua primeira partida com a camisola dos “Leões”, que Vujacic começou a fazer parte do “onze” inicial. Mesmo tardia, a verdade é que a estreia permitiria ao defesa assegurar rapidamente um lugar na equipa. Primeiro no centro do sector mais atrasado e, com a chegada de Naybet e Marco Aurélio, a ser encostado à esquerda, o atleta passaria a ser um dos elementos mais relevantes no plantel de Alvalade. A preponderância que ganharia no seio do grupo, seria crucial para a conquista de alguns títulos. Com o Sporting já há muito arredado da vitória no Campeonato, as vitórias na Taça de Portugal de 1994/95 e Supertaça de 1995/96, desafios onde Vujacic entraria como titular, tornar-se-iam de vital importância.
Já depois de iniciada a temporada de 1996/97, a sua ligação aos “Verde e Brancos” chegaria ao fim. Um convite do Vissel Kobe, numa altura em que contava com 31 anos de idade, faria com o atleta decidisse mudar-se para o Japão. No “País do Sol Nascente”, Vujacic, em parte por culpa da lesão que o tinha afectado nos últimos tempos de “Leão” ao peito, decidiria pôr termo ao percurso como futebolista. Anos mais tarde ainda regressaria à modalidade. Desta feita como “olheiro”, e indicado por Carlos Queiroz, o antigo defesa trabalharia para o Manchester United.

712 - PANCEV

Nascido em Skopje, capital da Macedónia, seria no FK Vardar, emblema da já referida cidade, que Darko Pancev começaria a carreira como futebolista. A sua estreia pela equipa principal, quando apenas contava 17 anos, haveria de tornar-se muito badalada. Chamado a jogo no final da temporada de 1982/83, eis que, nessas últimas 4 partidas, o avançado consegue marcar 3 golos.
Já tido como um fenómeno, o atacante, nos anos seguintes, continuaria a cimentar-se como um dos melhores atletas nos campeonatos da antiga Jugoslávia. Veloz e com um bom entendimento do jogo, Pancev era especialmente talentoso na hora de se antecipar aos defesas contrários. Esses seus dotes, que tantos golos valeriam, rapidamente chamariam a atenção de Veselinovic e o seleccionador, em Março de 1984, acabaria por incluir Pancev nos trabalhos da equipa nacional.
Quem, em termos colectivos, também beneficiaria da sua capacidade goleadora, seria o FK Vardar. O emblema macedónio que, apesar da sua tradição na categoria principal, era apenas um modesto participante, veria a sua reputação subir em flecha. Pancev, que logo na sua segunda temporada, conseguiria sagrar-se no Melhor Marcador do Campeonato jugoslavo, ajudaria o clube a subir na tabela, conseguindo, inclusive, o apuramento para as provas europeias.
Por essa altura, já Pancev era um dos atletas mais cobiçados no seu país. Com os melhores clubes na corrida pelos seus préstimos, quem haveria de convencer o atleta, em detrimento do Partizan, seriam os adversários do Estrela Vermelha (Crvena Zvezda). Contudo, o primeiro ano de ligação ao clube de Belgrado, acabaria por ficar marcado por alguma polémica. Sendo o Partizan o clube do exército, eis que, logo após assinar contrato pelos rivais, Darko Pancev é chamado a cumprir o Serviço Militar Obrigatório. O alistamento no exército acabaria por afastar o avançado das disputas desportivas. Só passado um ano é que o atleta voltaria a entrar campo e, como se nada tivesse acontecido, regressaria em grande forma.
As 3 temporadas que se seguiram mostrariam o Estrela Vermelha no seu melhor. O clube acabaria por vencer esses 3 Campeonatos e a Taça de 1989/90. Todavia, os grandes brilharetes estariam reservados para as competições internacionais. A vitória na Taça dos Campeões Europeus de 1990/91, acabaria por ser adornada com mais uma conquista e, logo na época seguinte, o emblema jugoslavo venceria a Taça Intercontinental.
Também em termos individuais, Darko Pancev estaria irrepreensível. Nesses 3 anos, consegue sagrar-se 3 vezes o Melhor Marcador do Campeonato. Ainda nesse plano, a temporada de 1990/91 acabaria por ser a mais importante. Os 34 golos conseguidos durante essa época, acabariam por levá-lo ao topo da tabela dos goleadores europeus. A Bota d’Ouro, no entanto, não chegaria às suas mãos. Devido a um protesto da Federação cipriota, o prémio (oficialmente) ficaria suspenso por alguns anos e o troféu apenas seria entregue em 2006.
Já depois de ter disputado o Mundial de 1990, eis que a Jugoslávia é proibida de participar no Euro 92. Por razão da guerra que entretanto havia começado, as sanções impostas ao seu país impedem Pancev de estar presente na Suécia. Curiosamente, também nesse pedaço de história, o jogador haveria de ter a sua pequena participação. Aquando de uma eliminatória frente ao Panathinaikos, e no momento de completar a papelada necessária à sua entrada na Grécia, eis que o atleta decide preencher o campo “nacionalidade” com “macedónia”. A veleidade haveria de valer a Pancev um longo interrogatório. O jogo, esse, haveria de correr de feição, e os 2 golos marcados por si como que “apagariam” a afronta cometida.
Tendo atingido a melhor fase na carreira, foi com naturalidade que de Itália surgiu o interesse do Inter. A mudança, contudo, acabaria por fica muito aquém do esperado. Acusado de não participar nas acções defensivas da equipa milanesa, Darko Pancev acabaria por ser afastado do “onze” inicial. Com pouco tempo de jogo, a forma do avançado rapidamente decresceria e, ao invés de mostrar tudo o que sabia, a sua passagem pelo “calcio” tornar-se-ia numa enorme desilusão.
Coincidência, ou não, a sua saída do Estrela Vermelha como que alteraria todos os seus predicados. Os números começariam a castigar aquele que tinha sido um prolífero avançado e, nem os anos em Milão, nem as suas passagens pela “Bundesliga” (VfB Leipzig; Fortuna Düsseldorf) conseguiriam empurrar o jogador de volta aos golos.
O fim da sua carreira, aos 31 anos, aconteceria depois de uma temporada (1996/97) ao serviço dos suíços do FC Sion. Depois de afastado dos relvados, Darko Pancev continuaria ligado à modalidade, com passagens pela Federação de Futebol da Macedónia e como dirigente do FK Vardar.

357 - BATTY

De tal forma começou a revelar-se nas “escolas” do Leeds United que, aos 18 anos, fez a estreia pela equipa principal. Apesar de ter uma estatura não muito imponente, principalmente para um homem a ocupar uma posição sujeita a constantes embates físicos, David Batty, médio-defensivo, rapidamente veio a impor-se e a fazer-se reconhecer pelo jogo aguerrido, intrépido e sempre a perseguir os adversários a cirandar no meio-campo. Contudo, e apesar de ser essa a sua grande marca, a posse do esférico nunca o atrapalhou. Com a bola nos pés, o jogador inglês sempre teve a habilidade para, facilmente, conseguir distribuí-la pelos colegas e, dessa maneira, tornou-se num elemento importante e eficaz no encetar das manobras ofensivas da sua equipa.
Foi durante a primeira passagem pelo emblema da sua terra natal que o médio sofreu, ou melhor dizendo, agravou uma lesão que tinha contraído anteriormente. Estava em casa, em recuperação de uma intervenção cirúrgica a um tendão de Aquiles, quando a sua filha, na altura com 3 anos, e descontraída no seu passeio de triciclo, atropela o jogador! Resultado: mais uns tempitos a acrescentar ao período de recobro.
Voltando ao seu percurso desportivo, Batty, um ano após ter conquistado a edição de 1991/92 da Liga Inglesa, ao lado de nomes como Eric Cantona, Gary Speed ou Gary McAllister, viu o Leeds United, por razão de algumas dificuldades financeiras, a não ter como recusar a proposta do emergente Blackburn Rovers pela sua aquisição. Acertada a transferência já com a temporada de 1993/94 em andamento, o “trinco”, ao serviço da nova equipa, regressou aos títulos e em 1994/95 venceu a Premier League. Em abono da verdade, a época, vitoriosa colectivamente, acabou por não correr assim tão bem para o atleta e uma grave lesão, um pé partido, afastou-o de tantos jogos que, com o termo da dita campanha e ao alegar não ter dado grande contributo para o troféu ganho, o centrocampista recusou a medalha de campeão.
Foi também ao serviço do Blackburn Rovers que aconteceu outro dos episódios caricatos da sua carreira. No ano a seguir à vitória na já referida edição da Liga, durante uma partida a contar para a “Champions League” frente ao Spartak de Moscovo, Batty desentendeu-se com o companheiro de equipa Graeme Le Saux. Depois de uma rápida troca de palavras, os dois atletas começaram a agredir-se, tendo de ser separados pelo capitão Tim Sherwood, acabando, mesmo assim, por ser poupados pelo árbitro a uma severa sanção disciplinar.
No que restou da sua caminhada desportiva, o internacional inglês, com presenças no Euro 92 e no Mundial de França em 1998, já depois de uma passagem pelo Newcastle United, voltou, na temporada de1998/99, ao Leeds United, clube onde, em 2004, pôs termo ao trajecto como futebolista profissional.

134 - CANTONA

"L'Enfant Terrible"... nunca um epíteto suou tanto a eufemismo quanto este! Duvidam?! Então, vejamos!
Quando, após um bem-sucedido empréstimo ao Martigues, voltou à casa que o formou, o Auxerre, a agressão ao colega Bruno Martini serviria para Eric Cantona encetar uma memorável lista de habilidosas arruaças. Logo no ano seguinte, para enriquecer o seu currículo, uma entrada sobre um oponente levou-o, por um par de jogos, a engrossar a lista dos atletas castigados. Pouca coisa, dirão vocês! Esperem…
Lado-a-lado com o mau feitio, começava também a despontar um "génio da bola". Tal facto fez com que o Olympique de Marseille, numa transferência recorde, decidisse arriscar no rebelde rapaz. Porém, e se na cabeça dos responsáveis pelo clube, a ideia da sua conduta era avaliada como o comportamento de uma criança traquina, o erro de tal apreciação depressa emergiria. Num particular contra o Torpedo de Moscovo, irritado por ter sido substituído, Eric Cantona acabaria a chutar a bola contra os adeptos e de seguida rasgaria a camisola, atirando-a para o chão! Conclusão: para juntar ao castigo de um ano que já tinha na selecção por, nos “media”, ter ofendido o seleccionador gaulês, o avançado ficaria, também no clube, suspenso por um mês!
Para mal de Cantona, a paciência tem limites e no Olympique de Marseille depressa passou de forte aposta, à lista dos atletas a “emprestar”. Seguir-se-ia o Bordeaux e, já no ano seguinte, o Montpellier. Porém, e se no primeiro emblema não há registos de qualquer confusão, na colectividade seguinte a história seria outra. Atirar as chuteiras contra Lemoult, um dos seus colegas de balneário, quase levaria o jogador à expulsão do clube. Valer-lhe-ia a intervenção de alguns dos companheiros, nomeadamente Laurent Blanc e Carlos Valderrama, para que a redução do castigo resultasse apenas em alguns dias.
No final da época voltaria a Marselha, mas nada de melhor tinha a sua postura. Constantes quezílias com o treinador Raymond Goethals, levariam a sua equipa a "despachá-lo" para o modesto Nîmes. Aí, a sua senda continuou! Num jogo para o Campeonato francês atirou a bola ao árbitro, e como se isso não chegasse, em pleno julgamento, ofenderia todos os responsáveis pela sua pena, aumentando o seu castigo em dois meses.
Se em França parecia que ninguém tinha mão nele, a única saída aconselhável era continuar a sua carreira no estrangeiro. Após uma tentativa falhada por parte do Sheffield United, é o Leeds United que acabaria por contratá-lo. Em apenas meia temporada, ajudaria o clube a conquistar a Liga inglesa e tal feito levá-lo-ia até Manchester. Rapidamente conseguiria transformar-se num ídolo dos "Red Devils". Associado à ressurreição do emblema britânico, a sua chegada coincidiria com a Conquista de um novo Campeonato, algo que já não acontecia desde 1967. Daí para a frente foi como previsto. Por um lado, jogadas e passes brilhantes, golos, uma entrega inabalável e uma gloriosa série de títulos. No revés, o feitio ruim, as agressões a policias e a jornalistas, ofensas a árbitros e cuspidelas em adeptos do Leeds. Mas no meio de tanto há um episódio impossível de esquecer. Num jogo contra o Crystal Palace, após mais uma expulsão, Cantona agride, com um espectacular golpe de uma arte marcial qualquer, alguém que estava na bancada. Afinal o dito espectador não passava de um reles “hooligan” e, ainda hoje, o antigo avançado recorda o momento como o mais admirável da sua vida futebolística - "Acredito que é um sonho para alguns dar um pontapé neste tipo de gente. Assim, eu fiz por eles, para que ficassem felizes"*.

*adaptado do artigo publicado em https://www1.folha.uol.com.br, a 04/03/2011