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1714 - GOSPODINOV

Zhivko Gospodinov Hristov apareceria na equipa principal do Spartak Varna na temporada de 1974/75. Aferido como um intérprete de enormes qualidades técnicas, o médio-ofensivo viria a destacar-se como uma das grandes figuras da história do clube. No entanto, antes ainda de conseguir afirmar-se como um dos maiores pilares da colectividade sediada na costa do Mar Negro, onde chegaria a partilhar o balneário com Getov, o jovem jogador ainda passaria a campanha de 1977/78 ao serviço do Vatev Beloslav.
Já de regresso ao clube onde tinha cumprido a estreia enquanto sénior, Gospodinov começaria a impor-se no cenário competitivo búlgaro, como um dos intervenientes dono de um sério entendimento das dinâmicas de jogo e com uma capacidade de servir os colegas de equipa muito acima da média. Nesse sentido, a primeira das grandes distinções recebidas pelo atleta viria da equipa nacional. Chamado à principal selecção búlgara, a estreia aconteceria, pela mão de Yanko Dinkov, a 12 de Outubro de 1982. A partida de preparação, agendada frente à Roménia, transformar-se-ia no tiro de partida para um caminhada a levá-lo, com as cores do seu país, ao mais importante certame organizado no contexto da modalidade. Numa altura em que já era considerado como um dos pináculos futebolísticos da Bulgária, o “criativo” viria a ser arrolado, por Ivan Vutsov, para a comitiva a participar no Mundial de 1986. No certame calendarizado para o México, ao lado de inúmeros nomes bem conhecidos do panorama desportivo português, casos de Mihaylov, Petrov, Sadakov, Mladenov, Radi, Getov, Dragolov e Kostadinov, o atleta participaria em 3 rondas do torneio e ajudaria a sua equipa a chegar aos oitavos-de-final da competição.
Paralelamente ao percurso internacional, Gospodinov também seria um dos grandes impulsionadores dos sucessos alcançados pelo clube por si representado. Nesse campo, as melhores épocas verificar-se-iam em 1982/83 e também na temporada seguinte. Para o facto, em muito contribuiria a chegada à final da Taça da Bulgária. A actuar de início no “onze” idealizado por Ivan Vutsov, técnico mencionado no parágrafo anterior, o médio-ofensivo veria o CSKA Sofia a levar para os escaparates do clube da capital o almejado troféu. Ainda assim, a presença do Spartak Varna no decisivo jogo, faria com que conseguissem apurar-se para a vaga na Taça dos Vencedores das Taças do ano seguinte. Na competição organizada pela UEFA, após ajudar à eliminação dos turcos do Mersin Idman Yurdu, o jogador também seria chamado à ronda seguinte e frente ao Manchester United participaria em ambas as mãos.
Ainda no que respeita à caminhada clubística, depois de uma curiosa passagem, na segunda metade da temporada de 1986/87, pelo Spartak Pleven, o regresso ao Spartak Varna precederia a única aventura do médio-ofensivo no estrangeiro. Contratado pela AD Fafe para reforçar o plantel de 1988/89, Gospodinov apresentar-se-ia à 1ª divisão portuguesa já com a época a meio. Numa altura em que o grupo de trabalho minhoto era orientado por Manuel de Oliveira, o atleta estrear-se-ia numa vitória, por 2-1, frente ao Portimonense e logo com um golo da sua autoria. Todavia, apesar do seu arranque auspicioso no Campeonato Nacional, a verdade é que os homens a equipar de amarelo não conseguiriam cumprir os objectivos delineados e claudicariam na luta pela manutenção. Mesmo com a descida, o internacional búlgaro manter-se-ia ao serviço da equipa e a campanha de 1989/90 viria a passá-la já nas disputas do escalão secundário.
O regresso à Bulgária representaria para Gospodinov a entrada naqueles que seriam os derradeiros capítulos da sua caminhada enquanto praticante profissional. Mais uma vez o Spartak Varna, mas também o Cherno More e o Beroe acabariam a colorir essas últimas etapas. Já o “pendurar das chuteiras” seria decidido após o termo das provas agendadas para 1991/92.

1595 - PETROV

Formado no emblema actualmente conhecido como Levski Sófia*, Petar Atanasov Petrov subiria a sénior na temporada de 1980/81. Com um arranque de carreira cauteloso, para o defesa-esquerdo a época seguinte à da sua estreia no conjunto principal da colectividade sediada na capital búlgara, tornar-se-ia na campanha de afirmação como um dos mais utilizados dentro do grupo de trabalho da “Avalanche Azul”. Nesse contexto, o jogador, ao longo dos anos a partilhar o balneário com Grancharov, Mihaylov ou Kachmerov, participaria em diversas conquistas colectivas. O rol de troféus, composto principalmente pelas vitórias em 3 Campeonatos e 2 Taças da Bulgária, serviria para colorir o palmarés do jogador e, acima de tudo, para abrir novas portas ao lateral canhoto.
Com a titularidade agarrada ao nível do clube por si representado, uma das metas atingidas seria a estreia na selecção principal. Chamado por Danko Roev a um particular forasteiro frente ao Brasil, o jogador, a 28 de Outubro de 1981, conseguiria a primeira internacionalização “A” do currículo. Tal presença daria azo a uma extensa lista de novas chamadas. Nesse sentido, por entre um total de 47 partidas disputadas pelo país natal, o destaque iria para a sua presença no Campeonato do Mundo de 1986. No certame organizado no México, integrado num conjunto também composto por um largo número de praticantes com ligação ao futebol luso, casos de Mihaylov, Dragolov, Sadakov, Mladenov, Gospodinov, Getov, Radi e Kostadin Kostadinov, o defesa-lateral jogaria em duas pelejas a contar para a Fase de Grupos e, para terminar a participação no torneio, entraria em campo, frente à equipa da casa, na derrota dos oitavos-de-final.
Ainda demorariam mais alguns anos até a caminhada de Petrov mudar de rumo. Com o início da abertura do Bloco de Leste ao Ocidente, o defesa aproveitaria para experimentar outros contextos futebolísticos. Com a oportunidade a emergir de Portugal, o atleta haveria de ser apresentado como reforço do Beira-Mar para a temporada de 1989/90. Já o impacto da sua contratação para o emblema de Aveiro seria bastante positivo. Logo na segunda época a exibir-se nas provas lusas, o jogador, comandado por Vítor Urbano e ao lado de António Sousa, Abdelghani, Dino, Oliveira, entre outros, apresentar-se-ia no Jamor. No entanto, a disputa da final da Taça de Portugal não seria favorável aos “Auri-negros” e, no Estádio Nacional, quem ergueria o troféu correspondente à vitória na “Prova Rainha” seria o FC Porto.
Cumpridas 4 temporadas em Portugal, o lateral-esquerdo tomaria a decisão de regressar à Bulgária. De novo a competir no país natal, Petar Petrov optaria por representar o plantel de 1993/94 do FC Beroe, onde, segundo a maioria das fontes, findaria a carreira enquanto futebolista. Todavia, apesar da quase consensualidade sobre a data em que viria a “pendurar as chuteiras”, a verdade é que também encontrei quem asseverasse a entrada no Akademik Sofia de 1994/95, passagem que terminaria ao fim de 3 campanhas.

*o clube mudou de denominação ao longo da sua história – Levski-Spartak (1969 a 1985); Vitosha Sofia (1985 a 1989); Levski Sófia (1989 até à actualidade)