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1780 - RICARDO COSTA

Como um dos elementos em grande evidência nas “escolas” do Boavista, Ricardo Miguel Moreira da Costa depressa passaria a fazer parte dos planos idealizados pelos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol. Com o jovem defesa-central a conseguir a primeira aparição com a “camisola das quinas” logo no âmbito das partidas agendadas para os sub-15, esse desafio frente à Rússia, disputado a 17 de Fevereiro de 1996 e durante o qual seria orientado por António Violante, serviria de arranque a um total de 113 internacionalizações. Ainda no plano da senda formativa, o atleta começaria por participar nos grandes certames organizados para os respectivos patamares. Nesse contexto, estaria presente no Europeu de sub-16 disputado em 1996, na edição de 2004 do Europeu sub-21 e, já com a equipa de sub-23, treinado por José Romão, nos Jogos Olímpicos de 2004. Contudo, o grande destaque emergiria com a sua chamada ao Europeu sub-18 de 1999. No torneio disputado na Suécia, chamado por Agostinho Oliveira, o jogador participaria como titular na final frente a Itália e ajudaria o conjunto luso a regressar a Portugal com o título de campeão.
Voltando ao percurso clubístico, e apesar de ter concluído a parte formativa com as cores do Boavista, seria ao serviço do FC Porto que Ricardo Costa começaria a caminhada enquanto sénior. Com a entrada na equipa “B” dos “Azuis e Brancos” a acontecer na temporada de 2000/01, essa época a trabalhar sob as instruções de Ilídio Vale, seria suficiente para que, logo na campanha seguinte, o defesa-central pudesse subir ao conjunto principal. Daí em diante, mesmo sem conseguir ser um dos titulares indiscutíveis, o jogador, pela segurança demonstrada, pelo entendimento do jogo, até pela humildade e capacidade de trabalho, começaria a dar indícios de vir a ser um intérprete de elite. A crescer a olhos vistos, 2004/05, numa época bastante conturbada para os “Dragões” e com 3 treinadores diferentes, serviria para que o atleta começasse a afirmar-se como um dos nomes em destaque na equipa sediada na “Cidade Invicta”. Porém, a conquista de um lugar no “onze” acabaria por ser posta em causa no decorrer das competições agendadas para 2006/07 e muito mais do que afastado da titularidade, o termo das referidas provas transformar-se-ia também no final da sua ligação ao FC Porto.
Por altura da sua saída do Estádio do Dragão, onde preencheria o palmarés com a conquista de 4 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal, 3 Supertaças, a Taça UEFA de 2002/03, a Liga dos Campeões de 2003/04 e a Taça intercontinental de 2004/05, Ricardo Costa já tinha conseguido um lugar na selecção “A”. Com um currículo invejável nas equipas jovens lusas e igualmente em termos do trajecto clubístico, o defesa-central, com todo o mérito, passaria a fazer parte dos planos dos diferentes treinadores responsáveis pelos destinos de Portugal. A prova dessa sua importância viria com a chamada a vários certames de grande monta e depois da convocatória a levá-lo, pela mão de Luiz Felipe Scolari, ao Mundial de 2006, ainda surgiram no seu caminho, respectivamente nas listas arroladas por Carlos Queiroz e, nas duas últimas ocasiões, por Paulo Bento, o Mundial de 2010, o Euro 2012 e o Mundial de 2014.
Com a já mencionada separação entre o atleta e o FC Porto, Ricardo Costa partiria em direcção à Alemanha. Ao rubricar um contrato com o Wolfsburg em 2007/08, o atleta encetaria um trajecto de 2 anos e meio a levá-lo, mesmo sem conseguir afirmar-se como um dos nomes mais vistos no “onze” titular, a vencer a edição de 2008/09 da Bundesliga. Depois viria a segunda metade de 2009/10 ao serviço do Lille e a sua contratação, já em 2010/11, por parte do Valência. Em Espanha, assumir-se-ia, quase sempre, como um dos jogadores em destaque nos “Che”. No entanto, seria também o período passado na La Liga, mormente o termo do mesmo, a empurrá-lo para os derradeiros capítulos da carreira. Ainda assim, mesmo ao entrar numa fase mais discreta da caminhada competitiva, a verdade é que o defesa-central ainda competiria durante vários anos e sempre, como aliás seria o apanágio do seu trajecto, ao mais alto nível. Então, a alimentar esses tempos, assomar-se-iam os qataris do Al-Sailyia, o PAOK, onde em 2015/16 seria campeão grego, o Granada, os suíços do Luzern, as duas épocas num Tondela primodivisionário e o “pendurar das chuteiras” no Boavista de 2019/20.
Praticamente com o fim da carreira como jogador, Ricardo Costa passaria a dedicar-se às tarefas de treinador. Inicialmente como adjunto, passaria pela B SAD e pelos juniores do FC Porto. Dando início à caminhada enquanto técnico-principal, o antigo defesa ainda manteria a ligação às “escolas” dos “Azuis e Brancos”. De seguida viria a aventura na Geórgia, à frente do FC Dila. Já de volta a Portugal, passaria a última temporada agarrado aos destinos do Feirense e, para 2026/27, já rubricou um contrato com o Tondela.

1151 - DUDA

Com a derradeira parte do trajecto formativo a ser cumprido ao serviço do Vitória de Guimarães, seria também por essa altura que Duda começaria a ser chamado aos patamares jovens da selecção nacional. Com entrada nos sub-17, para, de seguida, representar os sub-18 lusos, seria nessa caminhada que venceria o primeiro grande título de uma carreira ainda a dar os passos iniciais. Com o triunfo de Portugal na edição de 1999 do Campeonato Europeu da última categoria referida, também a sua cotação subiria. No entanto, a decisão tomada de seguida, faria emergir o seu futuro em aparente contraciclo.
Na altura de fazer a transição para o universo sénior, a escolha de Duda recairia num emblema do 3º escalão espanhol. Atleta do Cádiz a partir da temporada de 1999/00, a aposta que inicialmente poderia parecer pouco ambiciosa, não tardaria a dar resultados. Depois de uma primeira campanha algo discreta, a época seguinte revelá-lo-ia como um elemento basilar na estratégia do conjunto andaluz. A preponderância assumida, levaria os responsáveis do Málaga a olhar para o esquerdino como um bom reforço. Nesse sentido, a troca de emblemas acabaria por dar ao atleta a oportunidade para conseguir estrear-se no principal patamar da “La Liga”.
Após a temporada de 2001/02 com os “Boquerones” e, depois de ajudar à conquista da Taça Intertoto de 2002/03, já no decorrer da última temporada aludida seguir-se-ia um empréstimo ao Levante. Após um ano de cedência, de volta ao La Rosaleda, Duda aproveitaria o regresso para assumir a titularidade. Como elemento fulcral do “onze”, a regularidade das presenças em campo dar-lhe-ia a estaleca suficiente para voos mais ambiciosos. Surgiria então o Sevilla e mesmo com uma ligeira perda de protagonismo em relação aos seus tempos no Málaga, a verdade é que a presença num plantel com ambições de outra monta, enriqueceria a caminhada profissional do atleta.
Com a transferência o jogador conseguiria acrescentar mais troféus ao seu palmarés. Por outro, para além das conquistas da Copa del Rey e da Taça UEFA de 2006/07 e, por fim, da Supercopa do ano seguinte, as 2 campanhas passadas com os “Blanquirrojos”, cimentadas por um trajecto crescente nos diferentes escalões da selecção, dar-lhe-iam o primeiro desafio com a principal “camisola das quinas”. Daí em diante, Duda passaria a ser um nome recorrente nas convocatórias de Portugal. Com a estreia a acontecer ainda na Fase de Qualificação para o Euro 2008, a chamada de Luiz Felipe Scolari ao embate frente à Bélgica encetaria uma caminhada que acumularia 18 internacionalizações e, já sob a alçada do seleccionador Carlos Queiroz, ficaria também marcada pela presença no Mundial de 2010.
Voltando ao seu percurso clubístico, Duda, depois da experiência sevilhana, mais uma vez envergaria o listado azul e branco do Málaga. Com mais 9 temporadas a somar às passagens anteriores, o médio, que também podia jogar em posições defensivas, tornar-se-ia no atleta com o maior número de partidas realizadas na história do clube. Naquele que, provavelmente, terá sido um dos períodos mais ilustres da existência da colectividade, a participação na Liga dos Campeões e a chegada, na campanha de 2012/13, aos quartos-de-final da competição, registar-se-ia como outro dos marcos do trajecto do futebolista português.
Ao pôr um ponto final na carreira em 2017, Duda acabaria por manter-se ligado ao emblema andaluz. Convidado para integrar os quadros técnicos, o antigo jogador passaria a desempenhar as funções de Observador das camadas jovens.

335 - VENTURA

Entre as trocas de jogadores que foram, durante o Janeiro passado, concretizadas entre o FC Porto e o Sporting, com Izmailov a partir para o Dragão e com o defesa internacional português Miguel Lopes a chegar a Alvalade, outro dos atletas a entrar nessas contas foi o guarda-redes Ventura.
Para o guardião, também ele já chamado aos trabalhos da principal selecção nacional, a mudança poderá ser encarada como uma nova chance para conseguir alcançar a titularidade numa equipa de topo. Fora as brincadeiras relacionadas com o actual estado classificativo dos “Leões”, o jogador, que tanto lutou por uma oportunidade como elemento do plantel “azul e branco”, por certo voltará a sentir enormes dificuldades em afirmar-se em Lisboa como um dos elementos chamados ao “onze”. A ajudar essa ideia temos Rui Patrício como o “dono e senhor” das balizas do Sporting. Todavia, até quando?
Como é público, as finanças "verde e brancas" não estão nos melhores dias. Tendo em conta que Rui Patrício é, neste momento, umas das grandes jóias da coroa leonina e um dos atletas a exibir-se em Alvalade mais cobiçado por essa Europa fora, então não será de estranhar que a sua venda no final desta temporada, abra, caso seja accionada pelo Sporting a opção de compra, as portas da titularidade ao jovem que, para já, deverá andar pelo banco.

166 - EDUARDO

É certo que ter no plantel pelo menos dois guarda-redes de gabarito, de uma tal qualidade que assegurem a inviolabilidade da baliza na maioria dos lances, é o desejo de qualquer clube e treinador. No Benfica de Jorge Jesus, com a necessidade de colmatar a imagem deixada pelos elementos que faziam parte desse núcleo na temporada transacta, não terá sido diferente.
Foi com esse desígnio que, a título de empréstimo, a transferência do Genoa para o Benfica acabou concretizada. Para que fosse criado um maior equilíbrio no sector que estava mais depauperado, Eduardo mudou-se de Itália para a “Luz”. Até aqui tudo bem! O que ninguém estava à espera, nem mesmo o internacional português, era de um Artur Moraes forte e consistente ao ponto de arredar, quase por completo, a hipótese do guardião luso ter lugar no “onze” benfiquista. Perguntarão, e bem: que mal poderá isso trazer? A resposta é fácil. Para as "Águias", até porque a disputa por qualquer posição é de salutar, nenhum. Já para a selecção…
Para já, agora que entrámos na etapa crucial do apuramento para o Euro 2012, Eduardo, apesar de perdida a titularidade para Rui Patrício, continua a fazer parte das convocatórias de Paulo Bento. Esperemos que, com o aproximar da fase final, não deixe de ser uma opção válida para o seleccionador e que, com isso, percamos aquele que foi considerado um dos melhores no Mundial da África do Sul.