1029 - DUDA

Produto das afamadas escolas do Corinthians Alagoano, Duda chegaria a Portugal para representar o Benfica. Apesar de ser uma das boas promessas do emblema brasileiro, a sua passagem pela “Luz” tornar-se-ia infrutífera. Sem participar em qualquer partida oficial, o extremo acabaria por deixar os “Encarnados” ainda no decorrer dessa temporada de 1997/98.
Kashiwa Reysol, na J-League, e o regresso ao nosso país para jogar pelo Rio Ave, precederiam a sua ligação a outro dos principais emblemas nacionais. Tal como tinha acontecido em Lisboa, a estadia do avançado no FC Porto traria, praticamente, os mesmos resultados. Em abono da verdade, Duda ainda conseguiria inscrever o seu nome em algumas fichas de jogo. Tendo entrado no Estádio das Antas na época imediatamente a seguir ao fim do ciclo do “Penta”, a qualidade do plantel “Azul e Branco” poucas oportunidades daria ao jogador. Ainda assim, e com colegas como Drulovic, Capucho, Folha e Alessandro, o atacante ainda participaria em desafios da Liga dos Campeões, do Campeonato e da Taça de Portugal.
A referida presença na 4ª eliminatória da “Prova Rainha”, e a vitória do FC Porto na prova, valer-lhe-ia o primeiro troféu em Portugal. Porém, Duda não terminaria essa campanha de 1999/00 nas Antas. O Alverca, sempre na 1ª divisão, seria o passo seguinte e de transição para o Boavista. Já no Bessa, a sua entrada coincidiria com a mais importante fase da história do emblema portuense. Com os “Axadrezados” cada vez mais a tomar a dianteira do futebol português, a época de 2000/01 seria ímpar. As “Panteras”, com um plantel riquíssimo e orientado por Jaime Pacheco, conquistariam o Campeonato. O extremo, nessa senda gloriosa, tornar-se-ia num dos pilares de tamanho êxito. Finalmente, ao avançado seria dada a oportunidade para conseguir mostrar todos os seus predicados. Possante, veloz, com uma técnica apurada e até um bom “faro” para o golo, o jogador daria um enorme contributo para os sucessos do clube.
Para além da vitória no Campeonato, Duda também daria o seu contributo em outras etapas admiráveis. A sua presença na Liga dos Campeões de 2001/02, onde participaria em todas as 12 partidas, ajudaria o Boavista a chegar à 2ª fase de grupos. Também na Taça UEFA de 2002/03, muito da chegada do clube às meias-finais, dever-se-ia às boas prestações do avançado. Ainda assim, e sem ter deixado de ter peso na estratégia da equipa, a verdade é que as suas duas últimas temporadas no Bessa não teriam a preponderância das duas primeiras.
Talvez por essa razão, 2004 marcaria o fim da ligação entre o avançado e o emblema “axadrezado”. No seguimento da separação, o atleta voltaria ao Brasil. Inter de Limeira, o regresso ao Corinthians Alagoano e o Luziâna, precederiam mais uma etapa no estrangeiro. Para a temporada de 2007/08, Duda, mais vez, decidiria atravessar o Oceano Atlântico para tentar a sua sorte na Europa. O surpreendente dessa aposta é que a sua viagem teria como destino a ilha de Malta e o Sliema Wanderers.

1028 - ROSÁRIO

Tendo passado pelas “escolas” do Sporting, período durante o qual também chegaria às camadas jovens da selecção portuguesa, a promoção ao patamar sénior afastá-lo-ia, enquanto atleta, do emblema sediado em Alvalade. O Sacavenense, às portas de Lisboa, recebê-lo-ia e, na temporada de 1979/80, acabaria por lançá-lo na competição profissional.
Um ano bastaria para que Rosário voltasse à “alta-roda” competitiva. Apesar de ter uma estatura baixa, a sua habilidade com a bola haveria de compensar alguma da hipotética fragilidade física. Posicionando-se nas alas do ataque, e podendo jogar em ambos os lados, a Académica de Coimbra veria nele um bom reforço para o seu plantel. Na “Cidade dos Estudantes”, o extremo acabaria por fazer uma época de bom nível. Sendo um dos atletas mais utilizados, o seu contributo seria exíguo para manter a “Briosa” no escalão máximo. Todavia, aquilo que mostraria na campanha de estreia na 1ª divisão tornar-se-ia suficiente para que surgissem clubes com disponibilidade para recebê-lo. Nesse sentido, apareceria o Académico de Viseu e a temporada de 1981/82 passá-la-ia na Beira Alta.
Nova despromoção acabaria mesmo por levar o atleta ao escalão secundário. Dessa feita e apesar de competir em emblemas com ambições à subida de patamar, Rosário passaria um largo período sem pisar os palcos maiores do futebol português. Nacional, Marítimo e Estrela da Amadora marcariam a meia-dúzia de anos dessa travessia pela 2ª divisão. Curiosamente, a sua experiência na Madeira quase que devolveria o atacante à 1ª divisão. No entanto, e apesar de em 1984/85 ter ajudado os “verde-rubro” a regressar ao convívio dos “grandes”, o destino empurrá-lo-ia para a Reboleira.
Seria o emblema da “Linha de Sintra” que devolveria Rosário aos palcos principais. Coincidindo essa época de 1988/89 com a estreia dos “Tricolores” na 1ª divisão, o atleta, inevitavelmente, acabaria por inscrever o seu nome na história do clube. Porém, sem tirar importância à referida temporada, haveria de ser a próxima experiência no escalão máximo que mais marcaria o futuro do atacante. Depois da passagem pela União de Leiria, a campanha de 1989/90 ligá-lo-ia ao Estoril Praia. A aposta nos “Canarinhos” levá-lo-ia a ser orientado por Fernando Santos. Durante as 3 campanhas realizadas no Estádio António Coimbra da Mota, muito mais do que a já referida vivência primodivisionária, a relação criada com o treinador haveria de revelar-se muito importante.
Depois de, no decorrer da campanha de 1993/94, ter terminado a sua carreira de futebolista no Alverca, seria ainda durante essa temporada que abraçaria um novo desafio. Como adjunto de Fernando Santos, o regresso ao Estoril Praia daria a Rosário a oportunidade de estrear-se como técnico. Nessa senda, tornar-se-ia no braço direito do actual seleccionador nacional e acabaria por acompanhá-lo no Estrela da Amadora, FC Porto, Sporting, Benfica e em grande parte da sua aventura pela Grécia. Trabalharia também com Sérgio Conceição, que já tinha orientado aquando da passagem de ambos pelo PAOK, adjuvando-o até à partida deste para França. Em 2016 voltaria a aceitar o convite do “Engenheiro” e, ao começar a trabalhar com as cores de Portugal, daria o seu contributo para a vitória no Euro 2016.

1027 - JIMMY MELIA

O destaque que conseguiria ainda como “schoolboy”, levaria Don Welsh, “manager” do Liverpool, a indicar o jovem médio interior para o emblema de Anfield. Em Merseyside faria também a transição para o patamar sénior e, depois de uma passagem pelas “reservas”, Jimmy Melia estrear-se-ia na equipa principal, na temporada de1955/56. Sendo um futebolista que tinha na visão de jogo a melhor arma, a sua adaptação à alta competição levá-lo-ia, progressivamente, a ganhar um lugar no “onze” dos “Reds”. No entanto, e com a equipa a disputar o 2º escalão inglês, seria a chegada de Bill Shankly que viria a mudar o destino tanto do jogador, como do clube.
Na senda de levantar o Liverpool e de devolvê-lo à glória perdida, o novo treinador usaria Jimmy Melia com um dos pilares da estratégia por ele idealizada. Tendo conseguido a promoção no final da campanha de 1961/62, o regresso da equipa à “division 1” em nada diminuiria o médio. Com exibições de grande nível, também da equipa nacional começariam a olhar para si como um elemento seleccionável. A estreia pela Inglaterra acabaria por acontecer logo na época da sua estreia no escalão máximo. Em Abril de 1963, numa partida frente à Escócia, o centrocampista vestiria pela primeira vez a camisola dos “3 Lions”. Num percurso internacional curto, ainda conquistaria uma segunda oportunidade. Essa disputa com a Suíça serviria também para que o jogador conseguisse marcar um golo pelo seu país.
Outra curiosidade no seu percurso, prender-se-ia com o maior troféu ganho na carreira. O título de campeão inglês chegaria ao seu palmarés em 1963/64. Porém, e tendo participado em grande parte das jornadas, Jimmy Melia não terminaria essa temporada em Anfield. Já no derradeiro terço da época, o médio aceitaria o convite vindo do Wolverhampton. Os Wanderers pagariam, à altura, uma maquia recorde na história do clube. Contudo, a sua passagem pelas Midlands seria breve. A meio da campanha seguinte, pois não contava para o treinador do Wolves, o médio seria transferido para o Southampton.
No emblema do Sul de Inglaterra, Jimmy Melia viveria os últimos anos como futebolista. Aliás, em abono da verdade, a sua derradeira presença em campo tê-la-ia já como treinador-jogador. Nesse sentido, seria com as cores do Aldershot e de seguida com o Crewe Alexandra, que o centrocampista daria os primeiros passos como técnico. No novo papel, o destaque maior viria passados alguns anos. No comando do Brighton & Hove Albion, o antigo internacional conseguiria a proeza de levar o emblema até à final da Taça de Inglaterra de 1982/83.
O que chegaria de seguida levá-lo-ia a mais uma aventura no estrangeiro. Depois de diversas experiências, ainda na década de 70, nos Estados Unidos da América, chegaria à sua carreira o Belenenses. Com os “Azuis” a sofrer os efeitos da primeira descida de escalão na sua história, Jimmy Melia encetaria a sua passagem por Portugal à 7ª jornada do Campeonato da 2ª divisão de 1983/84. Substituindo Fernando Mendes, seria dele o mérito do regresso dos da “Cruz de Cristo” ao patamar máximo do futebol nacional. Contudo, e sofrendo o mesmo destino do seu antecessor, a “chicotada psicológica” também serviria para afastá-lo. Sairia no decorrer da temporada de 1985/86 e para regressar ao seu país.
O resto da sua vida no banco de suplentes levá-lo-ia ainda a mais umas experiências engraçadas. Nos Emiratos Árabes Unidos criaria uma escola de futebol. Já alguns anos depois, e de volta à América, passaria a treinar as camadas jovens de um Liverpool nascido no Texas.

1026 - LUÍS CASTRO

Apesar de ter nascido em Trás-Os-Montes, seria na Região Centro que Luís Castro acabaria por crescer. Filho de uma professora e de um militar colocado na Base Aérea do Monte Real, o Distrito de Leiria serviria para o lançamento do seu percurso no desporto. Nesse sentido, e ainda como um jovem praticante, a União tomaria um papel de relevo nessa caminhada. No clube da “Cidade do Lis”, o defesa cumpriria grande parte da marcha formativa. Já na temporada de 1980/81, surgiria a chance de entrar em campo pela equipa principal. A disputar a 2ª divisão, poucas oportunidades conseguiria alcançar nessa campanha de estreia. A escassez de jogos levá-lo-ia a um empréstimo àquele que, nas “escolas”, tinha sido o seu primeiro emblema. No Vieirense ganharia o traquejo suficiente para garantir o regresso à “casa mãe”, o que viria a acontecer logo no ano seguinte ao da sua partida.
Tendo o União de Leiria deixado uma grande marca na sua carreira, seria por outro emblema que o defesa-direito conseguiria estrear-se no escalão máximo. Após uma época de bom nível com as cores leirienses, os responsáveis do Vitória de Guimarães decidir-se-iam pela sua contratação. Porém, e com Costeado a tapar-lhe os caminhos da titularidade, Luís Castro acabaria por não conseguir impor-se nessa temporada de 1985/86 e, menos ainda, na seguinte. Curiosamente, dando jus ao perfil de líder que desde cedo assumiria, o lateral asseguraria um papel relevante na equipa secundária – “Com 21 anos já era capitão do União de Leiria. Em Guimarães, como não jogava, era capitão das reservas. Depois fui para Elvas e fui capitão do Elvas na 1ª Liga”*.
Como é óbvio, o emblema seguinte na caminhada de Luís Castro seria o “O Elvas”. A temporada de estreia no Alentejo, e posso afirmá-lo com toda a certeza, tornar-se-ia na melhor da sua carreira. Com a transferência a mantê-lo na 1ª divisão, o jogador, finalmente, haveria de conseguir a titularidade. Conservaria o estatuto na época seguinte, mesmo com a despromoção vivida no final de 1987/88. Contudo, a descida marcaria o fim de um ciclo e o defesa nunca mais disputaria o patamar máximo. Seguir-se-iam o Fafe e o RD Águeda. No Baixo Vouga, e apesar da colectividade nunca ter saído dos escalões secundários, a sua passagem pela agremiação marcá-lo-ia. Muito mais do que os 7 anos com as cores aguedenses, seria aí que teria o ensejo de mudar de papel no futebol.
Após um pequeno ensaio, ainda enquanto futebolista sénior, nas camadas jovens do clube, seria na temporada de 1998/99 que assumiria o comando do plantel principal do RD Águeda. Como treinador, e com um percurso feito em emblemas mais modestos, o Penafiel, em 2004, devolvê-lo-ia à 1ª divisão. Ainda assim, seria o convite do FC Porto que cimentaria a sua cotação em papéis técnicos. Como coordenador da formação, mas principalmente à frente da equipa “b”, o antigo lateral passaria a ser visto como um homem de ideias válidas. A robustez do seu trabalho levá-lo-ia, ao substituir o demitido Paulo Fonseca, ao conjunto principal “Azul e Branco”. A experiência seria de curta duração. No entanto, e de volta à labuta habitual, o seu conhecimento sairia justamente premiado. Em 2015/16, sempre a trabalhar com os “bb”, Luís Castro sagrar-se-ia campeão da II Liga.
O Rio Ave, para a temporada de 2016/17, seria o emblema a assumi-lo em definitivo como um técnico de nível primodivisionário. Nessa nova etapa, e sempre assente em prestações valorosas, a sua ascensão levá-lo-ia também ao Desportivo de Chaves. Já em Guimarães, o trabalho feito à frente do Vitória destacá-lo-ia como um dos melhores em Portugal. Tendo qualificado a equipa para as provas europeias, a cotação alcançada durante a campanha de 2018/19 faria com que alguns dos bons emblemas europeus começassem a equacionar a sua contratação. O convite surgiria do Shakhtar Donetsk. Curiosamente, a sua chegada ao clube ucraniano seria, mais uma vez, para substituir Paulo Fonseca.

*retirado da entrevista conduzida por Mariana Cabral e Rui Duarte Silva, publicada a 26/07/2017, em https://tribunaexpresso.pt

1025 - ELISEU

A transferência do Marítimo de Angra do Heroísmo para o Belenenses, empurraria Eliseu para mais perto da 1ª divisão. O momento de jogar no escalão máximo, depois de um ano passado nos juniores da “Cruz de Cristo”, surgiria na temporada de 2002/03. Tendo participado em ambas as partidas da Intertoto frente aos croatas do Slaven, a estreia no Campeonato ainda demoraria um pouco a surgir. Depois de 33 jornadas a trabalhar para granjear tal oportunidade, Manuel José, já na última ronda, lá daria ao jovem extremo a merecida presença em campo.
A temporada imediata mostraria Eliseu já como um dos nomes habituais na folha de jogo. A sua evolução faria com que da Selecção Portuguesa de sub-20 surgissem também as primeiras chamadas. Surpreendentemente, o esquerdino, nas campanhas seguintes, começaria a perder o espaço conquistado anteriormente. Esse passo atrás, levá-lo-ia a um empréstimo ao Varzim. O resultado da cedência e da passagem pela divisão de honra, traria os seus frutos. No regresso ao Restelo, o jogador surgiria com outra estaleca. O traquejo ganho serviria para que, mais uma vez, conseguisse vestir com uma frequência agradável a camisola azul. A regularidade que voltaria a patentear mostrar-lhe-ia outros horizontes. No final dessa época de 2006/07 surgiria o interesse de outros emblemas e o atleta partiria para o estrangeiro.
O Malaga, dando azo a uma aposta no “mercado” português, haveria de levar para os seus quadros, para além da jovem promessa do Belenenses, o atacante Paulo Jorge e o defesa Hélder Rosário. Apesar de ter ido disputar o 2º escalão, a mudança para o “País Vizinho” serviria para cimentar Eliseu como um jogador de boas habilidades. Sendo um dos elementos mais utilizados no conjunto da Costa del Sol, o jogador tornar-se-ia num dos principais obreiros da subida de divisão. No patamar máximo da “La Liga” a partir de 2008/09, essa época elevaria ainda mais a sua cotação. De tal maneira subiria o seu valor que de Itália surgiria um convite irrecusável. Contudo, a sua mudança para a Lazio não surtiria o efeito desejado e, após uns meses na “Serie A”, o regresso a Espanha surgiria como solução para a inadaptação ao “calcio”.
O Zaragoza tornar-se-ia numa ponte para que Eliseu voltasse ao Malaga. E se a primeira estadia no emblema do Sul de Espanha havia servido para catapultar o seu estatuto, já a segunda passagem elevá-lo-ia a um nível internacional. A presença do seu clube na “Champions”, onde, ao lado de Antunes e Duda, atingiria os quartos-de-final da edição de 2012/13, tornar-se-ia num bom contributo para o seu crescimento. Por outro lado, o salto dado dever-se-ia também às chamadas à selecção nacional. Depois de Carlos Queiroz, em Junho de 2009, ter permitido ao jogador estrear-se pela equipa “A” de Portugal, o regresso à “La Liga” voltaria a pô-lo nos planos do conjunto das “quinas”.
Para ser correcto, Eliseu só passaria a ser um nome habitual nas convocatórias da selecção aquando da sua mudança para Portugal. Cumprindo um sonho de criança, o jogador assinaria um contrato que, durante anos, tantas vezes havia aparecido como hipótese nos meios de comunicação. Porém, e apesar de muitas vezes ter sido veiculada, a sua ligação ao Benfica só aconteceria em 2014. Apesar de já ter ultrapassado os 30 anos, a prova de que essa barreira é apenas psicológica ficaria bem patente nas suas exibições. Assumindo-se, principalmente nas duas primeiras épocas, como um dos titulares, o atleta rapidamente conquistaria um lugar no coração dos adeptos. Numa altura que, em definitivo, já tinha largado as acções mais ofensivas para passar a posicionar-se na esquerda da defesa, também os títulos começariam a chegar ao seu palmarés. A Supertaça de 2014/15 daria início a um périplo que levaria o atleta à conquista da Taça da Liga de 2014/15 e à vitória em 3 Campeonatos.
Nos festejos de 2017, a selar um “Tetra” nunca antes alcançado pelo Benfica, ficaria para a história a sua mota. No relvado, no balneário e até na Rotunda do Marquês do Pombal, a motorizada haveria de ficar célebre. Para competir em fama, só outro momento na sua carreira. Falamos, como é lógico, na vitória de Portugal no Euro 2016. Chamado para estar em França por Fernando Santos, o defesa acabaria por ser suplente. Ainda assim, e com Raphaël Guerreiro a assumir a primazia na lateral esquerda, Eliseu daria o seu contributo em 2 partidas. Não entraria em campo na final. Porém, a sua ajuda nos jogos frente à Hungria e com a Polónia, seriam de extrema importância naquele que é o marco maior da selecção lusa.
Antes de pôr um ponto final na carreira, tempo ainda para a presença em mais um grande certame internacional. A chamada à Rússia, e ao grupo que disputaria a Taça das Confederações de 2017, precederia a derradeira temporada no seu percurso como futebolista. Em 2018 Eliseu deixaria os campos. Muitos queixar-se-iam do seu “desaparecimento”. Contudo, o antigo defesa regressaria ao Estádio “da Luz”. Em 2019, para comemorar mais um triunfo no Campeonato, o ex-internacional, acompanhado da mítica moto, voltaria ao relvado das “Águias”.

1024 - BARRINHA

Das escolas do Belenenses, seria ainda em idade de formação que Barrinha começaria a dar nas vistas. O merecido destaque, antes ainda de ser promovido ao patamar sénior, levá-lo-ia a representar, em 1974, a selecção portuguesa no Torneio Internacional de Juniores da UEFA. Curiosamente, e sendo uma das grandes promessas do emblema do Restelo, aquando da eventual transição para a equipa principal, o jovem jogador acabaria por sair do clube.
A estreia como sénior dar-se-ia, então, com as cores do União de Tomar. A temporada de 1974/75 representaria, não só a transição de escalão, como o começo da sua caminhada no patamar máximo do futebol português. Nos nabantinos, o médio-defensivo, ou defesa de posições centrais, jogaria 4 temporadas (mais uma no fim da carreira). Sendo as 2 iniciais na 1ª divisão, as 2 últimas acabariam por ter um elã especial. A razão? Uma só: a presença de António Simões e Eusébio.
A presença de tamanhas “estrelas” serviria para preservar uma série de memórias. Os campos cheios de gente, os treinos e ensinamentos dos craques, ajudariam a dar outra cor a esses anos passados na cidade de Tomar. No entanto, e numa altura em que a Barrinha já tinha sido entregue o desígnio de capitanear os seus colegas, surge então um dos mais impares momentos aí vividos – “Deram-me a braçadeira porque tinha havido zangas e o Faustino já não queria ser capitão(…). Era eu quem tinha mais anos de balneário(…). Quando o Sr. António Simões chegou, fui dar-lhe a braçadeira. Ele ficou bastante sensibilizado e colocou-me à vontade para continuar. Era o que faltava! Então ele era o capitão da Selecção Nacional e não havia de ser aqui do União?!”*.
Com o União de Tomar incapaz de voltar ao escalão principal, Barrinha haveria de tentar a sua sorte por outros canais. A passagem pelo Juventude de Évora em 1978/79, serviria de montra para que, logo no ano seguinte, o objectivo primodivisionário fosse alcançado. A oportunidade surgiria, no entanto, com o interesse da União de Leiria. Curta seria também a sua experiência nas margens do Rio Lis, pois a campanha seguinte apresentar-lhe-ia um dos maiores desafios do seu percurso profissional.
A boa temporada feita nos leirienses serviria, acima de tudo, para promover Barrinha como um jogador de topo. Como tal, a sua entrada no Vitória de Guimarães acabaria por trazer bons resultados. Conseguindo afirmar-se, ao longo de 4 épocas, como uma das principais figuras do plantel minhoto, o atleta elevaria também o seu nome a um dos históricos do Campeonato Nacional. Sendo um dos pilares na luta colectiva pelas posições cimeiras na tabela classificativa, a participação na Taça UEFA tornar-se-ia num justo prémio para as suas exibições.
Mesmo com a entrada na fase final da carreira, Barrinha, muito mais do que conseguir permanecer no escalão máximo, haveria de manter os seus índices exibicionais a um bom nível. Perto de entrar na casa dos 30, seria no Vitória de Setúbal que daria seguimento ao seu percurso. No entanto, a despromoção dos sadinos em 1985/86 também precipitaria o ocaso da carreira do atleta. Os regressos à União de Leiria e União de Tomar marcariam, desse modo, o fim da sua vida competitiva. Após “pendurar as chuteiras”, o antigo jogador ainda teria uma curta experiência como técnico. Respondendo ao chamamento do emblema da “Cidade dos Templários”, haveria de mostrar, já em 1991/92, os seus dotes de treinador.

*retirado do artigo de António Adão Farias, publicado a 09/05/2018, em https://www.record.pt/

1023 - CUSTÓDIO PINTO

De entre os seus irmãos Manuel e António, Custódio seria aquele que mais conseguiria realçar a sua carreira. Antes ainda desse merecido destaque, surgiriam os primeiros passos dados no emblema da sua terra natal. Porém, o trajecto feito com o CD Montijo seria rapidamente interrompido. Alertados para a sua qualidade, os responsáveis do FC Porto dariam os passos necessários para levar o jovem atleta da Margem Sul do Rio Tejo para a “Cidade Invicta”. Com 19 anos apenas, o médio viajaria em direcção ao Norte do país e, muito mais do que vestir a camisola dos “Dragões”, tornar-se-ia numa das lendas do emblema portuense.
Tal era a habilidade que mostrava dentro de campo que, pouco tempo depois da sua chegada, já Custódio Pinto era um dos pilares da estratégia “azul e branca”. Com uma excelente técnica, um entendimento do jogo superior e uma “veia goleador” fora-de-série, o médio, logo na época de estreia haveria de conseguir um lugar no “onze” inicial. O dia 29 de Outubro de 1961, numa partida frente ao Salgueiros, marcaria o arranque não só da sua caminhada pela 1ª divisão, como o começo de muitas outras coisas só possíveis de decifrar através de algarismos. Os números que haveria de apresentar ao longo de um percurso rico em experiências, valer-lhe-iam um lugar nos anais do desporto português. Só no FC Porto, onde jogaria 10 temporadas, disputaria em todas as competições 333 partidas e concretizaria 103 golos. Contudo, as estatísticas não fazem jus ao seu valor. O centrocampista, que haveria de ser empurrado mais para a frente no campo por José Maria Pedroto, tornar-se-ia também num líder. Envergaria, por isso, a braçadeira de capitão. Nessa condição, e numa altura escassa em troféus para os lados das Antas, seria dele a honra de erguer a Taça de Portugal de 1968.
Não só com a camisola listada do FC Porto mereceria louvores. Custódio Pinto seria também um ilustre representante das cores nacionais. Pela equipa principal de Portugal, numa altura em que não eram assim tão frequentes as pelejas entre selecções, jogaria 13 partidas e marcaria 1 golo. A primeira dessas internacionalizações surgiria pela mão de José Maria Antunes. Depois desse particular frente à Suíça, disputado em Abril de 1964, o atleta passaria a constar, habitualmente, nas convocatórias do conjunto luso. Nessa senda, é impossível não fazer o registo da sua presença no Campeonato do Mundo de 1966. Em Inglaterra, chamado pelo seleccionador Manuel de Luz Afonso, seria um dos 3 atletas convocados aos “Dragões”. Ao lado de Américo e Festas, o médio faria parte dos “Magriços”. Mesmo sem nunca ter sido posto em campo pelo treinador Otto Glória, a sua importância também contribuiria para o 3º lugar alcançado no certame mundial.
Em 1971, sem nunca perder importância no seio da equipa, o atleta deixaria o FC Porto. Sem abandonar a 1ª divisão, passaria a representar o Vitória de Guimarães. No Minho encontrar-se-ia com o seu irmão Manuel. Seriam 4 as campanhas, nas quais nunca baixaria o nível exibicional. Já a temporada de 1975/76 serviria para encetar a derradeira etapa enquanto futebolista. Custódio Pinto afastar-se-ia do mais alto nível competitivo em Portugal, para abraçar outros desafios nos escalões secundários. Paços de Ferreira, Atlético de Rio Tinto e, por fim, o Oliveira do Bairro serviriam para alongar a despedida de um dos grandes nomes do desporto português.
Depois de retirado dos relvados, Custódio Pinto ainda teria algumas experiências como treinador. Passaria pelas camadas de formação do FC Porto e, como técnico principal, trilharia um pequeno percurso nos escalões secundários.

1022 - FÁBIO FELÍCIO

Ao destacar-se nas “escolas” do Farense, Fábio Felício rapidamente chegaria à categoria principal do conjunto algarvio. Porém, muito mais do que a estreia sénior ter acontecido na temporada de 1999/00, e quando só tinha a idade de júnior, o maior indicador da sua categoria viria da Federação Portuguesa de Futebol. Inicialmente convocado para os sub-17 de Portugal para, mais tarde, também vestir a camisola dos sub-18, todas essas chamadas serviriam para aferir positivamente o seu potencial.
Com o Farense na 1ª divisão, o médio, a espaços, lá ia conseguindo expor as suas qualidades. Com uma boa técnica, boa capacidade de passe e uma visão de jogo que em tudo mostrava um futuro “maestro”, a partir de certo momento também ficaria evidente que, para que conseguisse progredir na carreira, mais espaço haveria de necessitar. Sem as oportunidades a aparecerem nos “Leões” algarvios, seria a meio da temporada de 2001/02 que, para Fábio Felício, surgiria a ocasião para mudar de emblema. A transferência levá-lo-ia ao Olhanense. Nessa mudança, e ao ter dado continuidade ao seu percurso na divisão de honra, o médio acabaria por conseguir aquilo que procurava. Ao almejar mais presenças em campo, também a sua evolução mostrar-se-ia muito mais proveitosa. Dois anos passados em Olhão bastariam para que, daquele que é o escalão máximo do futebol português, novo convite surgisse. Dessa feita, a Académica erguer-se-ia para a temporada de 2003/04 como um novo desafio. Aposta ganha, pois, mesmo sem ser um dos titulares indiscutíveis da “Briosa”, a campanha vivida em Coimbra lançaria as bases para tornar o atleta numa figura primodivisionária.
Onde realmente conseguiria mostrar todo o seu valor, seria ao serviço da União de Leiria. Tendo feito parte de bons planteis, com colegas como os guarda-redes Helton e Costinha, os defesas João Paulo e Renato, os médios Fangueiro e Alhandra, ou o atacante Maciel, ainda assim Fábio Felício mereceria algum destaque. As participações na Taça Intertoto, onde os leirienses chegariam à final de 2004, porventura terão ajudado à sua promoção. Contudo, onde o médio conseguiria maior distinção acabaria por ser, sem grande surpresa, nas provas nacionais.
O destaque conseguido empurrá-lo-ia para a sua primeira aventura no estrangeiro. Numa altura em que já era internacional “B” por Portugal, Fábio Felício seria alvo da cobiça de vários emblemas. A sua escolha recairia na “La Liga” e nos bascos da Real Sociedad. Mas a temporada em Espanha não correria de feição. A meio da época de 2006/07, a da sua chegada ao país de “Nuestros Hermanos”, e sem conseguir conquistar um lugar na equipa, o médio ofensivo transferir-se-ia para a Rússia. No entanto, a nova aposta também sairia gorada. Mais uma vez, e já com as cores do Rubin Kazan, o atleta não conseguiria mostrar toda a sua habilidade. Começaria aí um périplo que sentenciaria o futebolista a alguns empréstimos. As referidas cedências levá-lo-iam ao Marítimo e, na temporada de 2008/09, aos helénicos do Asteras Tripolis.
Após deixar a Grécia, Fábio Felício voltaria em definitivo para Portugal. Todavia, o fulgor que haveria de apresentar nos anos seguintes ao do seu regresso, ficaria bem abaixo do que já tinha demonstrado no passado. Tanto no Vitória de Guimarães, como, mais tarde no Rio Ave e no Marítimo, o médio pouco seria visto em campo. Esta etapa tornar-se-ia na última feita por si na 1ª divisão. Os capítulos seguintes na sua carreira levá-lo-iam de volta a “casa”. No Algarve, já nos escalões secundários, competiria ainda pelo Portimonense, Farense, Louletano, e Almancilense, para, em 2018, pôr um ponto final no seu percurso de alta competição com as cores do Olhanense.

1021 - DINIS

Formado no Sporting e com várias presenças nos sub-18 portugueses, pelos quais jogaria o Torneio Internacional de Juniores da UEFA de 1974, seria já ao serviço do Olhanense que Dinis faria a sua estreia como sénior. No Algarve, e a disputar a 1ª divisão de 1974/75, o lateral-direito haveria de continuar, dessa feita nos sub-21, a representar a selecção. Contudo, e com tão auspicioso arranque, os anos seguintes manteriam o jovem desportista afastado dos palcos principais do nosso futebol.
Dinis passaria 7 anos a representar a União de Leiria. Aliás, o emblema para o qual sairia após a experiência no Sul do país, tornar-se-ia no mais representativo da sua carreira enquanto futebolista. Terá sido o mais emblemático, porém não poderei dizer que terá sido o mais grato. Bem, até posso estar a ser injusto, pois, em abono da verdade, seria o conjunto da “Cidade do Lis” que, após 4 anos no escalão secundário, voltaria a pôr o atleta no cenário primodivisionário.
Com uma efémera primeira passagem em 1979/80, e com o regresso depois de um ano na 2ª divisão, Dinis, ao tornar-se num dos incontornáveis peões das manobras da União de Leiria, conseguiria, em termos nacionais, firmar-se no mais alto nível competitivo. Na senda da 1ª divisão e com nova despromoção do conjunto leiriense, o lateral mudar-se-ia para o Sporting de Espinho. Os “Tigres”, em duas temporadas, ajudariam a alimentar o estatuto até aí conseguido e, acima de tudo, serviriam de rampa para aquela que viria a ser uma das experiências mais enriquecedoras do seu trajecto internacional.
De volta ao Algarve, dessa feita para vestir a camisola do Portimonense, Dinis acabaria por escrever o seu nome na mais bonita página da história do clube. Depois de ter ajudado ao 5º lugar conseguido na campanha de 1984/85, o lateral voltaria a ser um dos principais intérpretes nas aventuras da época seguinte. Com a qualificação para as provas europeias, o jogador seria escalonado para disputar ambas as partidas frente ao Partizan de Belgrado. Apesar da vitória caseira na 1ª mão, o conjunto orientado por Vítor Oliveira não conseguiria levar de vencida a eliminatória. Mesmo tendo sido afastados, a experiência na Taça UEFA tornar-se-ia num dos momentos de maior orgulho para o currículo do jogador.
Seria também no Algarve, e, mais uma vez, com as cores do Olhanense, que o defesa faria a transição de atleta para treinador. Nas referidas funções, o “agora” José Dinis tem tido diversas passagens por vários históricos do desporto português. Apesar de ter trilhado o seu trajecto nos escalões secundários, o técnico conta com experiências em equipas como a União de Leiria, União de Tomar, Naval 1º de Maio, Feirense, Varzim ou Sporting da Covilhã. Numa já longa carreira passada no banco de suplente, destaque ainda para os anos passados com o ASA, na 1ª divisão angolana.

1020 - BRUNO GIMÉNEZ MARIONI

Os primeiros anos como profissional no Newell’s Old Boys e uma curta passagem pelo Estudiantes, transformariam Bruno Giménez numa das grandes promessas do futebol argentino. Com essa ideia bem patente, os responsáveis do Sporting decidir-se-iam pela contratação do avançado, ao conjunto sediado em La Plata. Contudo, nada do que vinha a prometer haveria de transformar-se numa matéria de sólida consistência. Após a sua chegada a Alvalade, o extremo-esquerdo, ainda assim, conseguiria conquistar um número razoável de oportunidades. Mostrando até ser um atacante virtuoso, o que mereceria maior destaque na sua prestação seria a inconstância exibicional demonstrada durante essa campanha de 1997/98.
Pior ficaria a vida do atacante após a chegada de Mirko Jozic ao comando técnico leonino. Com o acréscimo de notícias sobre as suas azáfamas noctívagas, o treinador croata acabaria por pôr de parte o atacante. Com poucas partidas disputadas durante essa segunda campanha em Portugal, a Bruno Giménez pouco mais restaria do que dar seguimento à sua carreira noutro clube. Surgiria então o interesse do Independiente. Num negócio que acabaria por ser algo curioso, com o empresário Marcelo Simonian a ficar dono dos direitos financeiros numa futura transferência, o esquerdino acabaria por voltar ao seu país. O regresso à Argentina, em abono da verdade, faria bem ao atleta. Participando no Torneio de Clausura 2000, o atacante voltaria a exibir-se a um bom nível e, acima de tudo, recuperaria a “veia goleadora” que tanto tinha ajudado à sua promoção.
Após conseguir o 2º lugar na tabela dos Melhores Marcadores, de Espanha surgiria um novo convite. Já conhecido como Bruno Marioni, apelido adoptado em honra do seu pai e do avô paterno, o atacante abraçaria um novo projecto na “La Liga”. Com o Villarreal recém-promovido, a época de 2000/01 daria ao avançado a oportunidade de disputar o escalão máximo espanhol. Mais uma vez, as coisas não sairiam perfeitas. Ainda que distante daquilo que tinha mostrado na primeira aventura pela Europa, o jogador não conseguiria convencer unanimemente os responsáveis dos emblemas por ele representados. Alternando períodos entre a Argentina e o país de “Nuestros Hermanos”, o jogador passaria pelo Tenerife e por dois regressos ao Independiente.
Com tanta atribulação no percurso profissional, a temporada de 2003/04 traria, finalmente, alguma estabilidade ao futebolista. Tendo mudado a carreira para o México, seria ao serviço do Pumas UNAM que, de uma vez por todas, Bruno Marioni cimentaria tudo aquilo que durante anos vinha a prometer. Logo na campanha de estreia, juntaria o título de campeão no Torneio de Clausura ao 1º lugar na classificação dos Melhores Marcadores. No ano seguinte seria a vez de, na Copa Sudamericana, conseguir sagrar-se o goleador máximo. Ainda no que diz respeito a prémios individuais, o atacante não ficaria por aqui. Tendo sido transferido para o Toluca, o avançado atingiria o lugar cimeiro na tabela de golos do Torneio de apertura de 2006.
A última parte da sua caminhada como futebolista não seria desprovida de sucessos. No Boca Juniors, por onde passaria após a primeira experiência no México, ajudaria a vencer a edição de 2007 da Copa dos Libertadores. Depois, e novamente no país da América Central, as derradeiras etapas e as cores do Atlas, Pachuca e Estudiantes Tecos.
Após “pendurar as chuteiras” em 2010, ainda demoraria alguns anos para voltar à modalidade. Com tempo de sobra, o argentino passaria a dedicar-se a outra das suas paixões desportivas – “Desde pequeno que gosto de automobilismo. Sempre fui um fanático apaixonado por carros. Entretanto conheci Leonel Pernía, que é um piloto muito famoso na Argentina. Ficamos amigos e ele incentivou-me a correr”*. Mesmo a competir na Fiat Línea Competizione, o apelo do futebol seria mais forte. A partir de 2016, Bruno Marioni assumiria novas funções. Com carreira feita no México, é como treinador que agora se apresenta.

*retirado do artigo de Sérgio Pereira, publicado a 6 de Maio de 2010, em https://maisfutebol.iol.pt