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1794 - LOPES


Formado nas “escolas” do Vitória Sport Clube, António da Silva Lopes Martins teria igualmente no emblema de Guimarães a ocasião para dar seguimento ao percurso desportivo. Chamado aos trabalhos da primeira equipa no decorrer da temporada de 1983/84, o jovem guardião acabaria por ser ofuscado por nomes gigantes do cenário futebolístico português. Preterido em favor de Jesus e de Silvino e, já na época seguinte à da sua integração no conjunto principal, também atrás de Neno, as escolhas dos diferentes treinadores à frente dos “Conquistadores” levá-lo-iam a estrear-se na 1ª divisão somente na campanha de 1985/86. Essa partida, onde seria orientado por António Morais e a contar para a 21ª ronda da prova de maior relevo no cenário luso, ainda alimentaria a ilusão do atleta poder contrariar o ocaso em que vivia. No entanto, tal não viria a acontecer e o guarda-redes, nos anos vindouros, ainda teria de enfrentar a concorrência de outros colegas como, por exemplo, de Peres ou de Vítor Pontes.
Mesmo sem ser muito utilizado no Vitória Sport Clube, Lopes, que anteriormente já havia sido chamado aos trabalhos dos, hoje em dia denominados, sub-14 e sub-18, teria a oportunidade de fazer a estreia com a “camisola das quinas”. Chamado, por Juca, a uma partida de preparação, esse jogo frente à Espanha, disputado a 21 de Janeiro de 1987, dar-lhe-ia a chance de, mais à frente, participar noutros desafios. Nessa senda, o principal destaque viria com a sua integração no grupo que acabaria a viajar até França, para disputar a edição de 1987 do Torneio de Toulon. Já na luta pelo certame equacionado para o contexto dos “esperanças”, o jogador veria António Oliveira a escolhê-lo para a maioria das contendas e tais rondas também contribuiriam para um total de 5 internacionalizações obtidas por Portugal.
No trajecto clubístico, depois de não conseguir agarrar um lugar como titular no Vitória Sport Clube, Lopes decidiria tentar a sua sorte ao serviço da AD Fafe. A transferência teria como grande vantagem o facto do emblema minhoto, nessa temporada de 1988/89, fazer a estreia na 1ª divisão. No entanto, mesmo ao manter-se no convívio com os “grandes”, o guarda-redes não haveria de ser uma das prioridades de José Rachão e, depois da saída deste, de Manuel de Oliveira. Também no plano colectivo, os objectivos traçados, nomeadamente a luta pela manutenção, não correriam de feição. A descida levaria o atleta a experimentar, pela primeira vez, os desígnios dos patamares secundários. Tal despromoção levá-lo-ia a um longo hiato e o regresso ao escalão máximo só aconteceria com as cores de outra agremiação.
Com a entrada no Felgueiras a acontecer na temporada de 1992/93, Lopes encontraria o emblema mais representativo da carreira sénior. Porém, muito para além desta curiosidade, o guarda-redes, ao defender as divisas do emblema sediado na sub-região do Tâmega e Sousa, teria a oportunidade de participar na estreia de mais uma colectividade na 1ª divisão. Tal momento, após ter ajudado à promoção, aconteceria na época de 1995/96. Sob a batuta de Jorge Jesus, mais uma vez o guardião viria a enfrentar a concorrência de outro nome de uma inequívoca grandeza. Dessa feita suplente do internacional brasileiro José Carlos, o atleta ainda assim conseguiria somar mais de uma dezena de partidas. Porém, tal como já tinha acontecido no clube anterior, o seu contributo seria insuficiente para fazer cumprir os desígnios colectivos e a descida de degrau levá-lo-ia, de novo, para longe dos principais holofotes.
Com a ligação ao Felgueiras a terminar no final de 1997/98, Lopes ainda sentiria energia para procurar outro emblema. Com a mudança de colectividade, a escolha do guardião recairia sobre o plantel do Lousada. Contudo, com o fim da carreira à vista, a ligação ao clube seria curta e o fecho das provas planeadas para 1998/99 traria, em definitivo, o fim da sua carreira enquanto futebolista.

1774 - ROLÃO


Com uma boa fatia da formação feita nas “escolas” do Sporting, Joaquim José Correia Rolão Preto teria no Clube Futebol “Os Unidos” a derradeira etapa do percurso formativo e a transição, na temporada de 1977/78, para o escalão sénior. Do emblema sediado na lisboeta freguesia de Carnide, com um hiato de um ano dedicado à Licenciatura em Desporto (ISEF), o jovem médio entraria para o plantel de 1980/81 do Eléctrico de Ponte de Sor. De seguida, já na 3ª divisão, viria a experiência no plantel de 1981/82 do Carvalhais, para, no ano seguinte, aceitar o convite de um Torreense orientado por Jesualdo Ferreira.
Da entrada no emblema da Região Oeste em diante, a carreira do médio assumiria contornos de maior seriedade. Nesse sentido, as duas épocas passadas no Estádio Manuel Marques, ambas na disputa dos lugares cimeiros da Zona Centro da 2ª divisão, serviriam de montra para que outras colectividades decidissem apostar na sua contratação. Com a mudança de Jesualdo Ferreira do Torreense para a Académica de Coimbra, Rolão transformar-se-ia num dos nomes recomendados pelo aludido treinador, no reforço do plantel. Ao serviço da “Briosa” a partir de 1984/85, o jogador, logo na primeira campanha, teria a estreia no escalão maior e ao assumir-se, daí para a frente, como um elemento importante nos desenhos tácticos dos diferentes técnicos saberia, na maioria das ocasiões, assegurar-se como um dos habituais titulares.
As 5 temporadas passadas na “Cidade dos Estudantes”, com as 4 primeiras cumpridas no degrau mais alto do futebol português, cimentá-lo-iam como um desportista de enorme gabarito e como alguém dono de um entendimento do jogo bem acima da média. Já com a cotação bem cevada, a temporada de 1989/90 levá-lo-ia a rubricar um contrato com um Nacional da Madeira a manter-se nas contendas primodivisionárias. No emblema do Funchal, mesmo sem conseguir reivindicar, com a regularidade esperada, um lugar no “onze”, o atleta veria a sua utilidade a mantê-lo na equipa. Porém, o final da campanha de 1990/91 ditaria a descida de patamar dos “Alvi-Negros”. Ainda assim, o regresso do médio às pelejas secundárias não seria de todo negativa e a época de 1991/92 daria azo a uma importante mudança na sua ligação com a modalidade.
Seria, então, na temporada referida no fechar do parágrafo anterior que Rolão transitaria das actividades como futebolista para as funções de treinador. Após assumir o cargo de técnico-principal dos madeirenses, o antigo médio, como adjunto de Carlos Queiroz, seu professor no ISEF, teria, em 1999, uma passagem pela selecção dos Emiratos Árabes Unidos. Já depois do regresso a Portugal, onde inicialmente aceitaria o comando do Câmara de Lobos, seria do Sporting, para adoptar o papel de adjunto de László Bölöni, que emergiria um novo desafio. Durante a estadia em Alvalade, transformar-se-ia num dos nomes a contribuir para a conquista da “dobradinha” de 2001/02 e para a vitória na Supertaça do ano seguinte. Porém, mesmo terminada a experiência nos “Leões”, a sua relação com o treinador romeno manter-se-ia durante largos anos. Rennes, AS Monaco, Al Jazira, Standard Liège, Al Wahda, Lens, PAOK e Al-Khor, sempre na composição da equipa técnica liderada pelo antigo timoneiro dos “Verde e Brancos”, preencher-lhe-iam o currículo até 2015. De seguida viria o cargo de Coordenador técnico na chinesa Figo Football Academy. Por fim, a passagem pelo Portimonense e o anuência ao convite endereçado pelo Torreense, onde, em 2022/23, preencheria o lugar de Coordenador Geral.
Paralelamente às actividades no futebol, Rolão também tem desempenhado o ofício de comentador desportivo, com o maior destaque a vir das suas participações no canal televisivo SPORT TV.

1638 - MANUELZINHO


Atleta com a formação terminada ao serviço do Tirsense, Napoleão Manuel Ferreira Moreira Rego Goiana, popularizado no universo do futebol por Manuelzinho, progrediria para o patamar sénior com as cores dos “Jesuítas”. Essa temporada de 1979/80, com a colectividade a militar na 3ª divisão, daria azo a uma caminhada que, desde início, poria o jovem extremo em contacto com praticantes que também viriam a vingar no principal escaparate do futebol português. Ao longo dos primeiros capítulos da sua caminhada competitiva, o atacante haveria de conviver com Louro, Valério, Nini ou Jaime Graça. No entanto, apesar da companhia, o conjunto nortenho teimaria em manter-se na disputa do mencionado escalão. A mudança de paradigma emergiria na 4ª campanha do avançado como elemento da equipa principal e seria a promoção conseguida com o termo das provas agendadas para 1982/83 a despertar, por parte de outros emblemas, o interesse na sua contratação.
A mudança de Manuelzinho para o plantel de 1983/84 do Varzim promoveria um salto deveras qualitativo na carreira do extremo. Ainda assim, o acréscimo de exigência, resultado da passagem do 3º escalão para a 1ª divisão, não sacudiria as convicções competitivas do jogador. Pelo contrário, o atleta conseguiria impor-se como um dos principais elementos às ordens do “magriço” José Torres. Daí em diante, ao preservar, em grande parte das ocasiões, o estatuto de titular, o atleta começaria a reafirmar a sua presença no “onze” inicial. Porém, a época seguinte à da sua entrada nos “Lobos-do-mar”, numa campanha iniciada sob a intendência de José Alberto Torres para, a partir da 18ª ronda do Campeonato Nacional, passar para o comando de Mourinho Félix, traria o desaire da despromoção. Ainda assim, a passagem pelo degrau secundário seria curta e cumprido um ano no apontado patamar, o avançado retornaria ao convívio com os “grandes”.
De volta à 1ª divisão, a época de 1986/87 não só representaria o termo da ligação de Manuelzinho com o Varzim, mas também viria a confirmar o fim-de-linha do avançado naquela que é a prova de maior calibre no panorama luso de futebol. A verdade é que a referida campanha acabaria também por tornar-se, talvez por razão da forte concorrência por um lugar no “onze”, na temporada mais discreta do jogador a envergar o listado alvinegro. Tal conjuntura empurrá-lo-ia para novas mudanças de emblema. O Desportivo das Aves e o Sporting da Covilhã transformar-se-iam nas suas apostas para os 2 anos seguintes. Todavia, mesmo ao ter em conta a ambição de ambos os clubes, a subida de escalão não viria a concretizar-se. Seguir-se-iam, numa caminhada competitiva a aproximar-se do final, o ingresso no Cinfães e o presumível fim de carreira no Ruivanense. No entanto, após uma paragem sabática, o antigo extremo surgiria, em 1992/93, inscrito no futsal do CCDT Santo Tirso. Após essa passagem pelos pavilhões, tempo ainda para um regresso à variante de 11, ao serviço do plantel de 1993/94 da Associação Recreativa São Martinho.

1499 - BRUNO CARDOSO


Com a chegada à equipa principal do Amarante a acontecer na temporada de 1974/75, Bruno Cardoso disputaria as primeiras campanhas como sénior no contexto competitivo dos “distritais” da Associação de Futebol do Porto. Os bons desempenhos conseguidos durante o arranque de carreira levariam o jogador a despertar a atenção de emblemas com outras ambições. A evoluir positivamente, a transferência para o plantel da Sanjoanense serviria, entre as pelejas do 2º e do 3º escalão português, para confirmá-lo como um praticante de bons predicados. Já a época de 1980/81, durante a qual partilharia o balneário com nomes de tradição no futebol luso, casos de Vítor Pereira, Sota, Flávio das Neves ou Vermelhinho, seria de extrema importância no seu percurso competitivo, com as boas prestações colectivas, a par das suas próprias exibições e da braçadeira de capitão entregue à sua responsabilidade, a servirem de catapulta.
Seria o Boavista, na temporada de 1981/82, a apostar no médio e a permitir ao jogador, sob o comando de Álvaro Carolino, a estreia no escalão máximo português. Porém, apesar da evidente tarimba, Bruno teria bastantes dificuldades para conseguir impor-se no plantel dos “Axadrezados”. Nas duas épocas imediatas passaria primeiro pelo Leixões para depois voltar ao Estádio do Bessa. Nessa campanha de 1983/84, com Henrique Calisto no comando técnico das “Panteras”, os números apresentados pelo atleta seriam bem mais agradáveis. Ainda assim, a melhoria apresentada não seria suficiente para garantir um lugar no plantel. Seguir-se-ia, talvez naquele que viria a tornar-se no melhor período da sua carreira, a transferência para o Penafiel. Nos “Durienses” finalmente assumir-se-ia como um elemento capaz de segurar a titularidade em contexto primodivisionário e tanto na campanha de 1984/85, como na seguinte, o jogador tornar-se-ia num dos pilares das manobras tácticas dos “Rubro-negros”.
A penúltima posição na tabela classificativa do Campeonato Nacional da 1ª divisão e a consequente descida de escalão, levaria o jogador a procurar um novo rumo para a sua carreira. Todavia, ao contrário do que seria espectável, a mudança de emblema encaminhá-lo-ia de novo ao patamar secundário. Aliás, a sua inclusão no plantel de 1986/87 da AD Fafe afastá-lo-ia definitivamente do convívio com os “grandes”. Já após o ano passado na agremiação minhota, surgiria então o Louletano. No emblema algarvio, de fulcral importância na sua ligação com o futebol, Bruno cumpria as 3 últimas temporadas enquanto futebolista e, com o termo da temporada de 1989/90, faria a transição para as funções de treinador.
Como técnico, num percurso feito exclusivamente nas divisões inferiores, o antigo jogador representaria uma série de colectividades de tradição no futebol nacional. Com os primeiros anos nas referidas tarefas a acontecerem em equipas sediadas na região do Algarve, o grande destaque na sua caminhada, na qual também passaria por União da Madeira, Sporting de Espinho, Marco, Esmoriz ou Penafiel, viria com a longa ligação à Ovarense, vínculo esse que daria a Bruno Cardoso o título de treinador com mais jogos feitos pelo emblema vareiro.

1478 - TOZÉ


Descoberto no Lusitano do Lobito, Tozé Fonseca deixaria a terra natal para, na temporada de 1972/73, dar os primeiros passos ao serviço do Belenenses. No emblema do Restelo, apesar da tenra idade, o jovem futebolista começaria a trabalhar com o plantel sénior. As qualidades demonstradas logo no arranque da caminhada na colectividade lisboeta não passariam despercebidas aos responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol e o defesa acabaria integrado na equipa de juniores. Com José Augusto como seleccionador, o atleta estrear-se-ia com a “camisola das quinas”, a 13 de Novembro de 1972. Essa partida frente à Suíça, a contar para o Torneio Internacional do Mónaco, serviria de arranque a um trajecto a dar-lhe 7 internacionalizações na referida categoria e a entregar-lhe a responsabilidade de envergar a braçadeira de capitão do conjunto português.
Apesar do potencial apresentado, a verdade é que Tozé nunca teria a vida facilitada no Belenenses. Tanto na primeira temporada, onde os da “Cruz de Cristo” atingiriam o 2º lugar no Campeonato Nacional da 1ª divisão, como na campanha seguinte, o defesa, preterido nas escolhas da dupla Alejandro Scopelli/Peres Bandeira, acabaria ultrapassado por outros elementos de maior traquejo, casos de Alfredo Murça, Calado ou do seu conterrâneo Freitas. Seguir-se-ia o regresso a Angola e a edição de 1974 do Campeonato daquele país, ganho ao serviço do Ferrovia de Nova Lisboa (actual Huambo). Porém, o destino do jogador apontar-lhe-ia Portugal como uma paragem mais segura e seria o Casa Pia, ainda no decorrer da época de 1975/76, a recebê-lo de volta a Portugal.
Seria mesmo ao serviço dos “Gansos”, onde apenas começaria a jogar na temporada de 1976/77, que Tozé relançaria a carreira. Apenas a disputar a 3ª divisão, as suas exibições justificariam a cobiça de outras agremiações melhor colocadas na hierarquia do futebol luso. Nesse sentido, seria o Montijo a apostar na sua contratação e o jogador, na campanha de 1977/78, passaria a representar a nova colectividade. Na Margem Sul do Rio Tejo, o defesa completaria duas campanhas de alto nível e as aferições feitas às suas exibições com as cores do conjunto aldegalense levá-lo-iam a viajar até ao Minho.
A envergar a camisola do Vitória Sport Clube a partir da temporada de 1979/80, a entrada na agremiação sediada em Guimarães encetaria aquela que viria a ser a ligação mais representativa da sua carreira desportiva. Com Mário Imbelloni como o seu primeiro treinador na “Cidade Berço”, Tozé rapidamente conseguiria assegurar-se como um dos elementos de maior relevância no plantel. Essa preponderância mantê-la-ia em grande parte das 9 temporadas cumpridas no colectivo minhoto e, com essa ideia de preponderância bem vincada, o defesa tornar-se-ia num dos grandes responsáveis pelos êxitos alcançados nos anos por si passados a norte. Nesse campo, resultado dos lugares cimeiros no Campeonato Nacional, destacar-se-iam as presenças nas competições de índole continental, com a chegada aos quartos-de-final da Taça UEFA de 1986/87, onde o jogador participaria na ronda em que os vimaranenses eliminariam o Atlético Madrid, a assumir-se como um marco genuinamente inolvidável.
Após “pendurar as chuteiras”, o jogador manter-se-ia ligado à modalidade, mormente a emprestar a sua sapiência às camadas de formação. Como treinador trabalharia vários anos nas “escolas” do Vizela e do Vitória Sport Clube. Ainda nas funções de técnico, destaque também para a sua ligação ao Antime.

1393 - LITO


Saído das “escolas” do Varzim, Manuel António Morim Milhazes, conhecido por Lito, subiria à equipa principal na temporada de 1982/83. Apesar de ser a campanha de estreia do médio no patamar sénior, da presença do clube na 1ª divisão e da forte concorrência de nomes como André, Adão ou Pinto, a verdade é que o jovem praticante assumir-se-ia como um dos elementos mais utilizados pelo treinador José Torres. Nas campanhas seguintes, mesmo ao ver diminuídas as chamadas a jogo, o centrocampista conseguiria provar aos diferentes técnicos a sua importância na boa dinâmica do plantel. Ao manter-se no grupo de trabalho, depois de uma curta passagem dos “Lobos-do-mar” pelo escalão secundário, o regresso ao convívio dos “grandes” revelá-lo-ia já como um dos titulares no sector intermediário, estatuto que manteria daí em diante.
Com o Varzim, a partir da temporada de 1988/89, a conservar-se nas disputas da 2ª divisão, Lito, à procura de um nível competitivo mais condizente com a sua capacidade, acabaria por dar outro rumo à carreira. Ao fim de mais de uma década em exclusiva dedicação à colectividade poveira, o jogador viria a rubricar um novo contrato, dessa feita com outra agremiação. No Minho, com a camisola do Famalicão a partir da campanha de 1991/92, o médio voltaria a competir no cenário primodivisionário. Apesar de trabalhar com diferentes técnicos, casos de Skoblar, Professor Neca e José Romão, o atleta, à custa da sua dedicação, saberia manter-se como uma das peças fundamentais no miolo do terreno. Às duas primeiras épocas no novo clube, seguir-se-iam então outro par delas na mesma província, no mesmo escalão, mas já em representação do Gil Vicente. Sem nunca abdicar de lutar pela titularidade, os anos passados sob a alçada de Vítor Oliveira fariam de si um dos pilares do emblema sediado na cidade de Barcelos.
O regresso ao Varzim, na temporada de 1995/96, representaria a entrada do atleta na última fase da sua caminhada enquanto desportista profissional. Com o emblema da Póvoa a militar nos patamares secundários do Campeonato Nacional, o médio seria importante nas duas subidas consecutivas, as quais dariam a Lito a oportunidade de, por mais uma vez, disputar o escalão máximo luso. Nesse sentido, a campanha de 1997/98 tornar-se-ia, numa caminhada com uma dezena de épocas feitas na 1ª divisão, a derradeira do jogador a exibir-se nos mais importantes palcos do futebol português. Seguir-se-ia a mudança para o Leixões e, com o termo das provas de 1999/00, o final da sua carreira.
Como técnico, Lito tem estado muito associado ao Varzim, ocupando posições nas camadas jovens ou, como treinador-adjunto, integrado na equipa principal.

1192 -ROÇADAS

 

Descoberto pelo Torreense por conta das suas habilidades no futebol de salão, Jorge Roçadas, atleta de propensões ofensivas, depressa começaria a destacar-se nas camadas jovens do emblema sediado na Região do Oeste. No entanto, com o padrasto a conseguir para ele um emprego na construção da refinaria de Sines, a decisão de mudar de residência levá-lo-ia a trocar de colectividade. Com qualidades intrínsecas para a prática da modalidade, os responsáveis pelo Vasco da Gama acabariam por abrir-lhe as portas do clube. Com o seu ingresso a acontecer na segunda metade da década de 70, o Alentejo litoral, sem fugir à militância nos escalões inferiores, tornar-se-ia, nos anos subsequentes, na sua nova casa.
Em 1981/82, o Portimonense acolhê-lo-ia como um dos reforços para a nova campanha. A disputar a divisão maior do futebol português, Roçadas, mesmo com uma primeira temporada ainda que um pouco discreta, não precisaria de muito mais tempo para conseguir afirmar-se como um dos bons intérpretes do conjunto “alvinegro”. As suas prestações, 2 anos após a chegada ao Barlavento, levaria o técnico Manuel de Oliveira, antigo treinador do médio-ofensivo no referido clube algarvio, a apostar na sua contratação dessa feita para o Vitória Futebol Clube. A ligação do atleta ao emblema da cidade de Setúbal, com a época de 1985/86, ao serviço do Marítimo, a marcar um intervalo nesse laço, serviria para elevar o seu valor. Com a cotação em alta, chegariam as oportunidades de, pelas categorias de sub-21 e de olímpicos, envergar a “camisola das quinas”. Por outro lado, o crescente estatuto auferido dentro do plantel “sadino”, faria com que a braçadeira de “capitão” fosse entregue à sua responsabilidade.
Outro aspecto curioso da experiência em Setúbal, seria o apreço que acabaria por granjear de Malcolm Allison. Esse respeito, ou admiração, levaria o treinador a tentar colocá-lo num dos principais emblemas britânicos. A ideia consumar-se-ia na temporada de 1989/90 e com o Sheffield Wednesday a receber o jogador. Porém, a passagem pelo principal patamar inglês não correria de feição. Após algumas participações na equipa de “reservas” e com a época ainda a dar os primeiros passos, Ron Atkinson, o “manager” dos “Owls”, dispensaria o atleta. Ainda assim, a passagem por “Terras de Sua Majestade” não ficaria por aqui e “Big Mal” abrir-lhe-ia as portas do modesto Fisher Athletic, a colectividade que, por essa altura, o antigo técnico do Vitória Futebol Clube orientava.
O regresso a Portugal, longe daquilo que a sua caminhada desportiva faria adivinhar, não levaria Roçadas de volta aos emblemas primodivisionários. Com a oportunidade a emergir dos escalões inferiores, União de Santiago e a irmanação, bem mais longa, com a Sanjoanense, assinalariam os anos seguintes. Já numa fase marcadamente descendente no seu percurso competitivo, viria o contrato com o São Roque e o fim da carreira com a entrada na metade final da década de 90.