Júnior no Benfica, Alexandre Alberto Marques Moreira, na altura de transitar para o universo sénior, veria na Académica de Coimbra uma belíssima oportunidade para dar seguimento à sua caminhada no futebol. Na “Cidade dos Estudante” a partir da temporada de 1961/62, o defesa-central, que também mostrava capacidades para jogar em lugares do meio-campo, seria incluído num grupo de trabalho onde também marcavam presença, só no que ao sector mais recuado diz respeito, atletas enormes de enorme gabarito como Curado, Mário Torres ou Mário Wilson. Por essa razão, numa equipa orientada por Alberto Gomes, o jogador haveria de registar poucas aparições. Na época seguinte, já com a “Briosa” sob a alçada de José Maria Pedroto, os seus desempenhos individuais apresentariam números bem modestos e o Serviço Militar Obrigatório, algum tempo depois, surgiria para dificultar ainda mais a sua situação desportiva.
Após a incorporação em Moçambique, onde passaria a envergar as cores do Sporting de Lourenço Marques, seria já no final da década de 1960 que o destino encaminharia o atleta até ao Montijo. Com o emblema aldegalense a competir nos escalões secundários, o defesa participaria, durante alguns anos, nas campanhas a preceder uma das mais importantes páginas na história da colectividade sediada na Margem Sul. A vestir de amarelo e verde, depois de, na época anterior ter ajudado à subida do clube, Alexandre Moreira teria, em 1972/73, o regresso à 1ª divisão. Com a referida temporada, no que concerne ao clube, a servir de estreia no convívio com os “grandes”, o grupo, do qual também fariam parte Celestino, Carolino, Rachão, Evaristo, ou Francisco Mário, daria boa conta de si nos objectivos traçados para a manutenção. Já em termos individuais, o jogador surpreenderia e, para além de consagrado como um dos titulares, conseguiria o espantoso feito de disputar todos os minutos dedicados ao Campeonato Nacional.
Na época seguinte, orientado pelo uruguaio José Caraballo, Alexandre Moreira perderia muito do protagonismo da campanha anterior. Igualmente, no plano colectivo, a equipa claudicaria e acabaria por, em 1974/75, voltar às disputas do 2º escalão. A entrar na veterania, o defesa, ainda assim, viria a contribuir para uma nova subida. Tal promoção transformar-se-ia num verdadeiro prémio de consagração para o jogador. Naquela que viria a mutar-se na derradeira campanha do atleta nas lides como futebolista a pelejar nas contendas seniores, o termo das provas agendadas para a temporada de 1976/77 coincidiria com a sua decisão de “pendurar as chuteiras”. Daí para a frente, conservando-se o “desporto rei” em paralelo com as suas actividades como professor de Educação Física, o antigo praticante manter-se-ia ligado à modalidade. Nesse sentido, haveria de experimentar as tarefas de treinador. Como dirigente do Montijo, numa altura de grande aflição para a colectividade, assumiria o cargo de Director para o Departamento de Futebol e a militar nas “distritais” da Associação de Futebol de Setúbal mostraria uma enorme ambição – “O lugar deste clube é a II Divisão B, e por isso contratámos jogadores já com provas dadas para que na próxima época possamos disputar a III Divisão”*.
*retirado do artigo de Amândio Baptista, publicado em www.record.pt
Após a incorporação em Moçambique, onde passaria a envergar as cores do Sporting de Lourenço Marques, seria já no final da década de 1960 que o destino encaminharia o atleta até ao Montijo. Com o emblema aldegalense a competir nos escalões secundários, o defesa participaria, durante alguns anos, nas campanhas a preceder uma das mais importantes páginas na história da colectividade sediada na Margem Sul. A vestir de amarelo e verde, depois de, na época anterior ter ajudado à subida do clube, Alexandre Moreira teria, em 1972/73, o regresso à 1ª divisão. Com a referida temporada, no que concerne ao clube, a servir de estreia no convívio com os “grandes”, o grupo, do qual também fariam parte Celestino, Carolino, Rachão, Evaristo, ou Francisco Mário, daria boa conta de si nos objectivos traçados para a manutenção. Já em termos individuais, o jogador surpreenderia e, para além de consagrado como um dos titulares, conseguiria o espantoso feito de disputar todos os minutos dedicados ao Campeonato Nacional.
Na época seguinte, orientado pelo uruguaio José Caraballo, Alexandre Moreira perderia muito do protagonismo da campanha anterior. Igualmente, no plano colectivo, a equipa claudicaria e acabaria por, em 1974/75, voltar às disputas do 2º escalão. A entrar na veterania, o defesa, ainda assim, viria a contribuir para uma nova subida. Tal promoção transformar-se-ia num verdadeiro prémio de consagração para o jogador. Naquela que viria a mutar-se na derradeira campanha do atleta nas lides como futebolista a pelejar nas contendas seniores, o termo das provas agendadas para a temporada de 1976/77 coincidiria com a sua decisão de “pendurar as chuteiras”. Daí para a frente, conservando-se o “desporto rei” em paralelo com as suas actividades como professor de Educação Física, o antigo praticante manter-se-ia ligado à modalidade. Nesse sentido, haveria de experimentar as tarefas de treinador. Como dirigente do Montijo, numa altura de grande aflição para a colectividade, assumiria o cargo de Director para o Departamento de Futebol e a militar nas “distritais” da Associação de Futebol de Setúbal mostraria uma enorme ambição – “O lugar deste clube é a II Divisão B, e por isso contratámos jogadores já com provas dadas para que na próxima época possamos disputar a III Divisão”*.
*retirado do artigo de Amândio Baptista, publicado em www.record.pt