
Nascido em Angola, Edson de Jesus Nobre, por razão da mudança da família, chegaria a Portugal com 6 anos de idade. Tempos mais tarde, apaixonado pelo futebol, começaria por representar as camadas de formação do Anadia. No entanto, a passagem para o patamar sénior, numa altura em que ainda era obrigado a conciliar o desporto com o trabalho, levá-lo-ia, na temporada de 1999/00, a envergar as cores do Mealhada – “Desde os dezoito anos que sempre trabalhei. Comecei na construção civil, como trolha, estive depois no atendimento numa loja de tintas, mas as coisas correm mal, tive de sair, e foi o presidente do Oliveira do Bairro que me arranjou emprego na fábrica dele de louças e sanitários. Trabalhava na secção de banheiras”*.
O Mealhada, o regresso ao Anadia e a entrada no já mencionado Oliveira do Hospital, com 2 épocas cumpridas em cada uma das colectividades, transformar-se-iam nos primeiros 6 anos da carreira sénior do extremo. Até aí a militar nos escalões secundários, Edson, aferido pela estonteante velocidade e por uma técnica bem acima da média, haveria de despertar os sentidos a outros emblemas. Contratado pelo Paços de Ferreira e orientado por José Mota, a campanha de 2005/06 acabaria por oferecer ao atacante a estreia no escalão máximo luso. Pouco amedrontado pelo salto dado, o atacante rapidamente conseguiria alcançar a titularidade e como uma referência no sector ofensivo da agremiação sediada na “Cidade dos Móveis”, o jogador começaria a apontar a outros horizontes.
Ao revelar-se como um dos nomes habituais no “onze” do Paços de Ferreira, Edson veria o seleccionador angolano a interessar-se pelas suas habilidades. Convocado por Luís Gonçalves para a disputa, a 16 de Novembro de 2005, de um “amigável” frente ao Japão, o extremo acabaria igualmente incluído no grupo chamado a disputar a CAN de 2006. Ainda nesse ano, muito para além do torneio disputado na África do Sul, o grande destaque na caminhada do avançado surgiria com o Campeonato do Mundo. No certame organizado na Alemanha, numa equipa com inúmeras figuras bem conhecidas do futebol luso, casos de Mantorras, João Ricardo, Akwá, Kali, Rui Marques, Marco Airosa, Figueiredo, André Macanga, Marco Abreu, Mendonça, Mateus ou Zé Kalanga, o extremo entraria em campo por uma vez e logo na partida, a contar para a Fase de Grupos, frente a Portugal.
Seria ainda como atleta do Paços de Ferreira que Edson, com a chamada à edição de 2008 da CAN, disputaria o 3º grande torneio pelos “Palancas Negros”. No que concerne ao panorama clubístico, o extremo, durante os 4 anos a vestir as cores dos “Castores”, manter-se-ia como um dos melhores intérpretes a jogar em casa no Estádio da Mata. Seguir-se-iam, a experiência no plantel de 2009/10 do Ethnikos Achnas e o regresso, cumpridos poucos meses no Chipre, ao país natal, para representar o Recreativo do Libolo treinado por Mariano Barreto. De volta a Portugal e já a aproximar-se do final de carreira, o extremo, nas disputas dos escalões secundários, ainda vestiria as camisolas do Arouca e do Aliados do Lordelo.
*retirado do artigo de Sérgio Pereira, publicado a 3/10/2005, em https://maisfutebol.iol.pt

Seria como praticante das “escolas” do Sporting que Luís Tomás Martins Fernandes acabaria chamado aos trabalhos das jovens equipas sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol. A estreia com as cores lusas, no âmbito das disputas agendadas para a equipa de juniores, aconteceria pela mão de Peres Bandeira, a 22 de Março de 1977. Nesse jogo de preparação frente à Finlândia, onde também marcariam presença Zé Beto, Alberto Bastos Lopes, entre outros, o atleta, à altura a posicionar-se em lugares mais avançados do terreno, encetaria um trajecto a levá-lo a diferentes escalões e aos principais certames consignados às camadas de formação. O primeiro desses momentos seria a edição de 1978 do Torneio Internacional de Juniores da UEFA e no ano seguinte, ao dar seguimento a um trajecto no qual somaria 20 internacionalizações, surgiria a convocatória para o grupo arrolado ao Mundial sub-20 disputado no Japão.
Por altura do torneio nipónico, já o atleta tinha feito a estreia como sénior. Sem espaço em Alvalade, a oportunidade surgiria bem a norte, no Vianense. Mesmo a disputar a 2ª divisão de 1978/79, a verdade é que o jogador revelar-se-ia preparado para, na temporada subsequente, aceitar um desafio primodivisionário. No Beira-Mar, inicialmente orientado por Fernando Cabrita para, a partir da 18ª ronda do Campeonato Nacional, começar a trabalhar com Rodrigues Dias, o defesa-direito faria a estreia entre os “grandes”. Contudo, a sua passagem por Aveiro terminaria nos lugares de descida e com os homens do Estádio Mário Duarte a caminho do patamar secundário, Tomás voltaria a mudar de rumo.
A entrada na Académica de Coimbra na temporada de 1980/81 manteria o lateral nas contendas da 1ª divisão. Numa campanha deveras complicada para os “Estudantes”, a chegada de Mário Wilson, já com a época em andamento, não evitaria o último lugar da tabela classificativa e o consequente descalabrado da descida. Tomás, ainda assim, faria por merecer uma utilização com alguma regularidade. Seguir-se-iam 3 campanhas consecutivas nas contendas da 2ª divisão. Já o regresso ao escalão máximo dar-se-ia em 1984/85, com o atleta a apresentar-se como um dos titulares, mas a ser chamado preferencialmente ao sector intermediário. Ainda sob a alçada de Vítor Manuel, a época seguinte elevaria o médio à condição de capitão da “Briosa” e o jogador, daí em diante, passaria a ser aferido como uma das figurais centrais da colectividade beirã.
A temporada de 1987/88, a terminar um ciclo ininterrupto de 4 anos na 1ª divisão, devolveria à carreira de Tomás o cenário do patamar secundário. Após cumprir 2 campanhas no referido contexto competitivo, com 10 épocas ao serviço da “Briosa” e uma soma de 298 partidas disputadas com a camisola negra, sendo 147 a desempenhar as funções capitão, o jogador tomaria a decisão de deixar a agremiação conimbricense. Cimentado como um dos nomes históricos dos “Estudantes”, onde, pela inscrição no ISCAC, também daria corpo à mítica figura do atleta/estudante, seria a vez de o Penafiel surgir na sua carreira. Com o regresso ao convívio com os “grandes” intimamente ligado à escolha de Vítor Manuel para o comando técnico dos “Durienses”, o defesa emergiria como um elemento determinante nas manobras tácticas idealizadas para o clube rubro-negro. Durante a passagem de 3 anos pelo Estádio 25 de Abril, o atleta manter-se-ia como um jogador preponderante e com o fim da caminhada enquanto futebolista à espreita, tempo ainda para, em 1993/94, representar “Os Marialvas”.

Nascido na Guiné-Bissau, Samuel António da Silva Tavares Quina, seria descoberto, ainda no país natal, por Cavungi – “Ele tinha ido lá de férias e falou de mim ao treinador do Benfica. Pediram-me para ir lá fazer um treino e fiquei”*. Já em Lisboa, apesar do aspecto franzino, a inteligência apresentada pelo jovem defesa-central, permitir-lhe-ia usar outros atributos de forma bem discernida, com o principal destaque a emergir da velocidade. A revelar um notório crescimento, ainda como capitão dos juniores, as qualidades referidas levá-lo-iam a praticar com a primeira equipa das “Águias”. A atitude demonstrada agradaria aos responsáveis técnicos e numa altura em que ainda treinava nas equipas de formação dos “Encarnados”, Sven-Göran Eriksson chamá-lo-ia à estreia no conjunto principal.
Após o arranque pelos seniores, numa partida a contar para a edição de 1983/84 da Taça de Portugal, Samuel fixar-se-ia definitivamente no grupo principal. No entanto, com nomes como Oliveira, Humberto Coelho e António Bastos Lopes como competidores directos, novas oportunidades não surgiriam de imediato. Por outro lado, a partida frente ao Desportivo de Chaves abriria ao atleta as portas das equipas à guarda da Federação Portuguesa de Futebol. Com a primeira aparição a ocorrer a 15 de Fevereiro de 1984, essa partida a opô-lo aos sub-18 da Bélgica, contenda orientada por José Augusto, permitiria ao atleta encetar uma senda que, para além das pelejas cumpridas por diversos escalões de formação, encaminhá-lo-ia até à principal “camisola das quinas”. Nesse contexto competitivo, seria a 4 de Setembro de 1991, dessa feita pela mão de Carlos Queiroz, que pela primeira vez apareceria em campo. Seguir-se-iam, ao jogo com a congénere da Áustria, outras partidas e uma carreira que chegaria a somar um total de 27 internacionalizações, 5 das quais feitas pelo conjunto “A” de Portugal.
Regressando ao percurso clubístico de Samuel, a campanha a suceder à da sua estreia, já com Pal Csernai como treinador, revelaria o atleta a jogar com uma espantosa frequência. Nessa caminhada, ainda saberia manter o estatuto de titular na primeira época do regresso de John Mortimore à Luz. Todavia, a partir da campanha de 1986/87, primeiro pela chegada de Dito e de Edmundo, para depois enfrentar a concorrência dos internacionais brasileiros Mozer e Ricardo Gomes, o defesa-central voltaria a perder espaço no “onze” do Benfica. Seria, no entanto, com Eriksson de novo à frente as “Águias” que o jogador voltaria a participar com mais frequência nos embates da colectividade “alfacinha”. Porém, numa carreira que ficaria marcada por altos e baixos, 1990/91 marcaria mais uma temporada discreta e ditaria a consequente viagem, por empréstimo, até à cidade do Porto.
Ao serviço do plantel de 1991/92 do Boavista, Samuel edificaria uma campanha brilhante, a qual culminaria com a sua presença na final da Taça de Portugal e com a vitória frente ao FC Porto. Tais sucessos, alcançados pelos “Axadrezados”, abrir-lhe-iam, de novo, as portas da Luz. Contudo, mais uma vez, o jogador claudicaria perante a concorrência. Sem espaço, o final da campanha de 1992/93 marcaria, em definitivo, o termo da ligação entre o atleta e o “Glorioso”. Com o currículo recheado pela conquista de 3 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal, 2 Supertaças e pela presença na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1989/90, onde, com o intuito de travar Ruud Gullit, jogaria na lateral esquerda, o defesa voltaria a viajar em direcção ao Norte e assinaria contrato com o Vitória Sport Clube.
Em Guimarães a partir de 1993/94, Samuel entraria na última fase da caminhada como futebolista. Depois de um par de épocas ao serviço dos homens da “Cidade Berço”, onde nunca chegaria a ser um nome habitual no “onze” dos “Conquistadores”, o defesa-central, integrado no plantel de 1995/96 do Tirsense, cumpriria a 13ª campanha consecutiva no escalão máximo luso. Seguir-se-iam as passagens pelo Odivelas, pelo Fanhões e fim da carreira com o termo das provas calendarizadas para 1998/99.
*retirado do artigo de Ricardo Gouveia, publicado a 19/02/2014, em https://maisfutebol.iol.pt

Ainda como júnior da União Desportiva da Tocha, Carlos Pereira Rodrigues, popularizado no mundo do futebol pelo diminutivo Carlitos, seria chamado à equipa sediada no concelho de Cantanhede no decorrer da temporada de 1999/00. Mesmo com o emblema “costeiro” a disputar os “distritais” da Associação de Futebol de Coimbra, as qualidades do jovem lateral-direito não passariam despercebidas e depressa alimentariam a cobiça de colectividades com outras ambições. Nesse sentido, seria a Naval 1º de Maio a apresentá-lo como reforço do plantel. Com a chegada ao novo clube a acontecer na campanha de 2001/02, o jogador encetaria nessa época a caminhada de 12 anos a inscrevê-lo como um dos nomes de maior relevo na história da secular agremiação da Figueira da Foz.
Mesmo não sendo um atleta consensual entre os vários treinadores com passagem pela Naval 1º de Maio, o que resultaria em épocas de grande utilização, com outras mais discretas, o defesa conseguiria segurar o seu lugar no plantel. Depois da estreia sob a batuta de José Dinis, a primeira época em que Carlitos viria a afirmar-se indubitavelmente como um membro do “onze” seria a campanha de 2004/05. Curiosamente, essa temporada tornar-se-ia num dos anos competitivos mais marcantes na existência da colectividade, tal como da carreira do jogador. Para ambos, a referida época dar-lhes-ia a subida ao escalão máximo e, como resultado, a estreia na 1ª divisão.
A campanha de 2005/06, apesar da roda-viva de treinadores, terminaria com números bastante favoráveis para o lateral-direito. Ao ajudar, como um dos principais rostos da equipa, a cumprir a meta da manutenção, o par de anos seguintes revelariam um Carlitos parcialmente eclipsado. Preterido, no correr desse biénio, em favor de outros colegas, mormente de Mário Sérgio, a verdade é que o início da temporada de2007/08, como resultado de uma grave lesão, entregaria o jogador ao cuidado do departamento médico da Naval 1º de Maio. Após 6 meses de recuperação e a trabalhar com o treinador Ulisses Morais, o defesa voltaria às épocas de grande calibre exibicional. No entanto, seria no Campeonato Nacional de 2009/10, numa época que findaria na intendência de Augusto Inácio, que, mais uma vez, sublinharia o seu papel como elemento fundamental nas manobras tácticas da colectividade. Com o lateral-direito a assumir a titularidade dos homens a envergar o listado verde e branco, não só o clube, com o 8º posto na tabela classificativa, atingiria a melhor posição de sempre na competição de maior monta no calendário luso, como a chegada às meias-finais da Taça de Portugal, igualando o feito de 2002/03, constituiria um marco de inolvidável importância.
Ironicamente, a época seguinte aos feitos listados no termo do parágrafo anterior acabaria com a relegação da Naval 1º de Maio. Carlitos, como um das figuras de maior representatividade no clube, razão pela qual haveria de envergar a braçadeira de capitão, acompanharia a colectividade figueirense na descida. No entanto, a participação na divisão de Honra seria acompanhada de uma crise desportiva e financeira, com 2012/13 a terminar com nova despromoção. Dessa feita, o jogador tomaria a decisão de mudar de emblema, com o Farense de 2013/14, também na disputa do 2º patamar português, a acolher o jogador e com o Algarve a tornar-se na “casa” do atleta no par de anos seguintes.
Com o aproximar do final da caminhada competitiva do jogador, Carlitos ainda teria disponibilidade para cumprir mais algumas temporadas. Nesses derradeiros capítulos, o defesa regressaria ao Tocha e depois de representar o plantel de 2018/19 d’ “Os Marialvas”, viria a “pendurar as chuteiras”. Retirado das lides de futebolista, o antigo lateral-direito não abandonaria a modalidade e as camadas de formação d’ “Os Marialvas”, do Ginásio Figueirense e a experiência como adjunto no plantel principal do Tocha compõem, para já, o seu currículo como técnico.

Júnior no Benfica, Alexandre Alberto Marques Moreira, na altura de transitar para o universo sénior, veria na Académica de Coimbra uma belíssima oportunidade para dar seguimento à caminhada no futebol. Na “Cidade dos Estudante” a partir da temporada de 1961/62, o defesa-central, que também mostrava capacidades para jogar em lugares do meio-campo, seria incluído num grupo de trabalho onde também marcavam presença, só no que ao sector mais recuado diz respeito, atletas de enorme gabarito como Curado, Mário Torres ou Mário Wilson. Por essa razão, numa equipa orientada por Alberto Gomes, o jogador haveria de registar poucas aparições. Na época seguinte, já com a “Briosa” sob a alçada de José Maria Pedroto, os seus desempenhos apresentariam números bem modestos e o Serviço Militar Obrigatório surgiria, algum tempo depois, para dificultar ainda mais a sua situação desportiva.
Após a incorporação em Moçambique, onde passaria a envergar as cores do Sporting de Lourenço Marques, seria já no final da década de 1960 que o destino encaminharia o atleta até ao Montijo. Com o emblema aldegalense a competir nos escalões secundários, o defesa participaria, durante alguns anos, nas campanhas a preceder uma das mais importantes páginas na história da colectividade sediada na Margem Sul. A vestir de amarelo e verde, depois de, na época anterior ter ajudado à subida do clube, Alexandre Moreira teria, em 1972/73, o regresso à 1ª divisão. Com a referida temporada, no que concerne ao clube, a servir de estreia no convívio com os “grandes”, o grupo, do qual também fariam parte Celestino, Carolino, Rachão, Evaristo, ou Francisco Mário, daria boa conta de si nos objectivos traçados para a manutenção. Já em termos individuais, o jogador surpreenderia e, para além de consagrado como um dos titulares, conseguiria o espantoso feito de disputar todos os minutos dedicados ao Campeonato Nacional.
Na época seguinte, orientado pelo uruguaio José Caraballo, Alexandre Moreira perderia muito do protagonismo da campanha anterior. Igualmente, no plano colectivo, a equipa claudicaria e acabaria por, em 1974/75, voltar às disputas do 2º escalão. A entrar na veterania, o defesa, ainda assim, viria a contribuir para uma nova subida. Tal promoção transformar-se-ia num verdadeiro prémio de consagração para o jogador. Naquela que viria a mutar-se na derradeira campanha do atleta nas lides como futebolista a pelejar nas contendas seniores, o termo das provas agendadas para a temporada de 1976/77 coincidiria com a sua decisão de “pendurar as chuteiras”. Daí para a frente, conservando-se o “desporto rei” em paralelo com as suas actividades como professor de Educação Física, o antigo praticante manter-se-ia ligado à modalidade. Nesse sentido, haveria de experimentar as tarefas de treinador. Já como dirigente do Montijo, numa altura de grande aflição para a colectividade, assumiria o cargo de Director para o Departamento de Futebol e a militar nas “distritais” da Associação de Futebol de Setúbal mostraria uma enorme ambição – “O lugar deste clube é a II Divisão B, e por isso contratámos jogadores já com provas dadas para que na próxima época possamos disputar a III Divisão”*.
*retirado do artigo de Amândio Baptista, publicado em www.record.pt

Seria como membro das “escolas” do Benfica que Félix Marques Guerreiro acabaria chamado aos trabalhos das jovens equipas sob a alçada da Federação Portuguesa de Futebol. Incluído num grupo onde também marcariam presença notáveis atletas, casos de Melo, Godinho, Rui Rodrigues, Gervásio ou Alfredo Quaresma, o extremo viria a ser convocado para a disputa da edição de 1962 do Torneio Internacional de Juniores da UEFA. No certame organizado na Roménia, seria frente à “equipa da casa” que o extremo conseguiria a primeira internacionalização. No resto da carreira, o atacante ainda amealharia outras partidas feitas com a “camisola das quinas”. Num total de 13 pelejas cumpridas por Portugal, onde também estariam incluídas as contendas pelos “BB” e pelos “esperanças”, o principal destaque iria, como é lógico, para a chegada à equipa principal. O seu trajecto com a insígnia dos “AA” encetar-se-ia, numa altura em que já era um distinto membro do Vitória Futebol Clube, pela mão de José Maria Antunes. Nessa jornada da Fase de Apuramento para o Mundial de 1970, entraria em campo, como titular, ao lado dos “magriços” Eusébio, Simões, Peres e Hilário e o bom desempenho no embate frente à Suíça daria azo a outras duas participações com as mais importantes cores lusas.
Regressando ao seu percurso clubístico, Guerreiro, com a entrada na equipa principal da “Águias” a acontecer na temporada de 1964/65, ver-se-ia relegado para a condição de suplente. Tapado por José Augusto e com Iaúca igualmente à espreita de um lugar no “onze”, o extremo-direito poucas oportunidades conseguiria na equipa orientada pelo romeno Elek Schwartz. Também na campanha seguinte, já sob a alçada do regressado Béla Guttmann, o seu estatuto não sairia reforçado. Sem espaço no Benfica, o jogador, ao lado de Pedras e de Arcanjo, seria envolvido no negócio a fazer chegar Jaime Graça à Luz e acabaria, com o palmarés recheado pela conquista do Campeonato Nacional da época mencionada no início deste parágrafo, por partir em direcção à cidade de Setúbal.
Com a entrada na nova colectividade a acontecer na temporada de 1966/67, Guerreiro encetaria uma caminhada a levá-lo ao estrito rol dos jogadores mais respeitados no cenário luso. Comandado por Fernando Vaz e com um extenso rol de excelentes praticantes como companheiros de balneário, o extremo transformar-se-ia numa das figuras da campanha realizada pelo Vitória Futebol Clube na Taça de Portugal. Na edição da “Prova Rainha” referente à sua chegada ao Bonfim, com a agremiação setubalense no derradeiro desafio da competição, o atacante seria chamado à peleja disputada, frente à Académica de Coimbra, no Estádio Nacional. Numa partida deveras renhida, seria o seu golo, concretizado durante o primeiro prolongamento, a manter a esperança dos “Sadinos” bem acesa e o remate certeiro de Jacinto João aos 144 minutos, ao selar o 3-2 final, permitiria a saída do almejado troféu na posse dos homens a envergar o listado verde e branco.
Guerreiro também marcaria presença na final da Taça de Portugal de 1967/68, dessa feita perdida frente ao FC Porto. No entanto, para além da referida competição, outras marcas de inolvidável importância surgiriam na carreira do extremo. No que diz respeito às provas de índole continental, numa altura em que o Vitória Futebol Clube cruzava um capítulo áureo da sua história, o atacante seria uma das grandes figuras das pelejas fora de fronteiras. Nesse campo, com a colectividade setubalense a repetir anualmente a sua participação, os maiores destaques iriam para a eliminação de agremiações como a Fiorentina, o Liverpool ou o Inter Milan; para as edições de 1968/69 e de 1970/71 da Taça das Cidades com Feira e a Taça UEFA de 1972/73, com os “Sadinos” a chegarem aos quartos-de-final; ou ainda as 3 dezenas de presenças do atacante nessas partidas.
O trecho seguinte do trajecto competitivo do avançado surgiria, a partir de 1973/74, com as cores do Atlético. A entrada na Tapadinha apresentaria o jogador à 2ª divisão. Porém, apesar do cenário inédito na sua carreira, e numa equipa com inúmeros craques, casos de Franque, Caló, José Eduardo, Coelho, Nogueira, Vasques, Candeias ou Esmoriz, o regresso ao patamar maior assegurar-se-ia logo no ano seguinte. De novo a trabalhar com Fernando Vaz, o extremo encetaria aí um par de campanhas primodivisionárias, as quais precederiam uma derradeira época ao serviço do Viseu e Benfica e a decisão de “pendurar das chuteiras”, com o termo das provas agendadas para 1976/77.

Chegaria a jogar, ao serviço do Paços de Brandão, ao lado dos irmãos Carlos, Tono, Zeca, Mário e Quim. Tal como o último da família Belinha a ser mencionado, o qual envergaria as cores do Boavista, Vitorino Oliveira Belinha também atingiria o patamar máximo do futebol português. Ainda assim, conseguiria ir um pouco mais longe do que o referido mano e, numa carreira a levá-lo igualmente a vestir a “camisola das quinas”, o extremo-esquerdo cumpriria uma boa parte do seu trajecto competitivo no convívio com os “grandes”.
Júnior no Paços de Brandão, Vitorino, aos 16 anos, envergaria pela primeira vez a camisola sénior do emblema sediado na freguesia pertencente ao concelho de Santa Maria da Feira. Manter-se-ia como atleta do clube até que, na época de 1977/78, a sua presença na Zona Norte da 2ª divisão despertaria a atenção de colectividades de maior monta. Mantendo-se no mesmo escalão, a campanha de 1978/79 apresentá-lo-ia como reforço do plantel do Sporting de Espinho. Nos “Tigres da Costa Verde”, com Manuel José como treinador/jogador, o atacante, aos poucos, conseguiria conquistar um lugar de destaque. Nessa caminhada ascendente, o atleta viveria um dos melhores momentos com a estreia entre os “grandes” e a temporada de 1979/80 marcaria o arranque de uma senda a consagrá-lo como um dos históricos intérpretes a actuar nos palcos primodivisionários.
Pertença de um sector ofensivo onde também marcariam presença nomes como Móia, Canavarro ou Reis, Vitorino, na estreia na 1ª divisão e ainda como suplente, daria um bom contributo para o 7º posto alcançado pelo Sporting de Espinho no final do Campeonato Nacional. Já a titularidade começaria a saboreá-la, de forma mais consistente, na temporada de 1981/82. A partir da mencionada campanha, o atacante cimentar-se-ia como uma das figuras de proa a trabalhar no clube. Os predicados apresentados dentro de campo chegariam a dá-lo veiculado a emblemas como o Sporting ou o Benfica. Contudo, cochichos à parte, a verdade é que seria o Boavista a convencê-lo a mudar de camisola e o jogador, com o crescimento da sua cotação assente em 4 épocas consecutivas no degrau máximo, entraria no Bessa no encetar de 1983/84.
O reflexo inicial da chegada do extremo às “Panteras Negras” surgiria com o interesse, por parte dos responsáveis técnicos da Federação Portuguesa de Futebol, nas suas capacidades. Chamado aos desafios do conjunto “olímpico”, Vitorino entraria em campo com a “camisola das quinas”, a 4 de Outubro de 1983, numa partida frente à Republica Federal da Alemanha. Ainda nessa campanha de acesso aos Jogos organizados na cidade de Los Angeles, o atleta seria chamado a entrar em campo por mais uma vez e conseguiria, frente à congénere de Israel, uma 2ª internacionalização para o currículo pessoal.
Apesar da visibilidade ganha com a transferência para o Boavista, a verdade é que os 3 anos passados por Vitorino ao serviço da agremiação da cidade do Porto, não transpareceria toda a qualidade patente no atacante. Por razão da parca utilização, o jogador, ao findar a ligação contratual com os “Axadrezados”, regressaria ao Sporting de Espinho orientado, em 1986/87, por Quinito. De volta ao emblema que o tinha catapultado, o extremo manter-se-ia nas pelejas da 1ª divisão por outras 2 campanhas. Daí em diante, com a despromoção dos “Tigres da Costa Verde”, o atleta, após juntar ao seu trajecto um total de uma dezena de épocas consecutivas no contexto primodivisionário, não regressaria ao patamar máximo. Continuando a envergar o listado branco e preto por mais um par de anos, seguir-se-iam, numa carreira a aproximar-se do ocaso, as cores do União de Lamas, onde, com o termo das provas agendadas para 1996/97, viria a “pendurar as chuteiras”.

Júnior no Benfica, Ulisses Manuel Nogueira Morais, na altura de subir à equipa principal, veria o inglês John Mortimore a excluí-lo da lista de atletas aptos ingressar no plantel principal. Tapado por Nené e por Vítor Batista, o jovem avançado-centro encetaria assim um périplo de 2 anos primeiro com as cores do União de Montemor, para depois passar a representar o Sporting da Covilhã. De seguida, dando seguimento a uma senda erguida à imagem de um verdadeiro “globetrotter”, suceder-se-iam, com mudanças de cores a cada campanha, mais umas quantas colectividades a militar nas contendas dos escalões inferiores e o Bragança, o Mogadourense, a AD Guarda e o União de Tomar precederiam uma das fases mais estáveis na carreira do jogador.
Após a entrada no plantel de 1983/84 do Benfica e Castelo Branco, onde passaria a trabalhar sob a alçada do “magriço” Jaime Graça, o atacante manter-se-ia por 3 temporadas consecutivas ao serviço da colectividade da Beira Baixa. No entanto, com a última época dessa trindade a ser cumprida após a descida ao 3º escalão, o atleta voltaria a apostar na mudança de clube. Espantosamente, a experiência vivida ao serviço do Ermesinde, sem que abandonasse o 3º degrau do futebol luso, abrir-lhe-ia as portas do tão almejado patamar máximo. Contratado, em 1987/88, por um “O Elvas” orientado inicialmente por Mário Nunes, Ulisses Morais apresentar-se-ia na ronda inicial do Campeonato Nacional, partida disputada frente ao Penafiel, como titular dos “Azuis e Ouro”. Curiosamente, todas as inscrições do avançado-centro nas fichas de jogo dá-lo-iam como membro escolhido para o “onze” inicial. Porém, nem com o treinador já referido, nem posteriormente com Vieira Nunes, o jogador conseguiria ultrapassar a concorrência de Bartolomeu e terminaria a passagem pela agremiação raiana apenas com 3 jogos disputados.
O resto da sua carreira enquanto futebolista, à imagem dos primeiros anos, voltaria a devolvê-lo à errância e aos palcos secundários. Varzim, Peniche, Mirense, Leiria e Marrazes e, por fim, o regresso ao Sporting da Covilhã precederiam o “pendurar das chuteiras”, com o termo das provas agendadas para 1994/95. Todavia, apaixonado pela modalidade, Ulisses Morais manter-se-ia ligado ao “jogo da bola”. Como treinador, numa senda a começar também pelos patamares inferiores, seria a Naval 1º de Maio a dar-lhe a oportunidade de, na campanha de 1995/96, assumir as rédeas de uma equipa sénior. Depois da colectividade sediada na Figueira da Foz, os anos cumpridos nos Dragões Sandinenses e no Machico, transformar-se-iam no trajecto para chegar ao Estoril Praia. Na “Linha de Cascais” a partir de 2001/02, as 2 promoções consecutivas, com a última a dar ao seu currículo o título de campeão da divisão de Honra, abrir-lhe-iam outras perspectivas de carreira. Tal horizonte seria, obviamente, o 1º escalão. Porém, contra todas as expectativas, os “Canarinhos” deixariam de contar com os serviços do técnico e o Gil Vicente passaria a ser o seu novo emblema.
Em Barcelos, Ulisses Morais encetaria uma caminhada que, em definitivo, haveria de confirmá-lo como um treinador de habilidades primodivisionárias. No convívio com os “grandes”, com passagens a levá-lo também ao Marítimo, Naval 1º de Maio, Paços de Ferreira, Académica de Coimbra e Beira-Mar, o técnico somaria ao trajecto um total de 11 temporadas seguidas na 1ª divisão. Em Portugal ainda orientaria o Desportivo de Aves e o Famalicão. Depois viria o desafio lançado da Ásia e a vitória em 2 Taças e 1 Campeonato da Malásia – “(…) de repente, um argentino, o Martin Prest, que fora meu jogador no Marítimo, estava na Malásia a trabalhar com o príncipe (…). Ele disse que precisavam de um treinador para a seleção e fez-me uma exposição da situação. Fui lá para reunir com o príncipe e com ele. O príncipe achou que eu era mal empregue para aquele cargo. Porque eles não são nacionalistas, nem saudosistas, não olham para a seleção e choram como nós quando ouvimos o hino (…). O príncipe disse ao tal argentino para me convencer a ir para o Johor FC porque iam mandar o treinador embora (…)”*.
*retirado da entrevista de Alexandra Simões de Abreu, publicada a 27/03/2022, em https://tribuna.expresso.pt
Terminado o percurso formativo ao serviço do Botafogo, Paulo Marçal Campos, sem espaço no emblema “carioca”, decidir-se-ia pelo XV de Jaú para, na temporada de 1977, dar início à caminhada enquanto sénior. Seguir-se-ia, na campanha seguinte, o Anapolina e a viagem, poucos meses depois, até Portugal.
Com a chegada ao Algarve, Paulo Campo, médio-ala ou extremo com propensão para amiúde aparecer em zonas de finalização, seria apresentado como reforço do plantel de 1978/79 do Portimonense. Com a colectividade do Barlavento orientada por Mário Lino, logo começaria por conquistar um lugar entre os mais utilizados do grupo de trabalho. Com a equipa a lutar pelos lugares cimeiros da tabela classificativa da Zona Sul do patamar secundário, o atleta, com vários golos, mas principalmente com exibições portentosas, depressa viria a cimentar-se como um dos membros mais badalados e como um esteio da luta pela almejada promoção ao escalão máximo. Já alcançada a subida, o jogador ainda teria um papel importantíssimo no desfecho da campanha. Nesse sentido, na última jornada da Fase de Apuramento do Campeão, seria seu um dos remates certeiros, numa peleja frente ao Sporting de Espinho, a decidir o triunfo por 2-1 para o listado alvinegro sulista e, por conseguinte, a selar a conquista do Campeonato Nacional da 2ª divisão.
Com a estreia entre os “grandes” a acontecer na temporada de 1979/80, Paulo Campos, muito mais do que manter os índices exibicionais da campanha anterior, apresentaria um crescimento deveras excepcional. Ainda assim, mesmo tendo em conta os bons números conseguidos, seria a época de 1980/81, alicerçado como um dos principais destaques do Portimonense comandado por Manuel de Oliveira e num colectivo também composto por nomes como Valter, Conhé, Joaquim Murça, Vítor Gomes, Rachão, José Rafael, entre outros intérpretes de peso no cenário futebolístico luso, a catapultá-lo definitivamente. Como resultado dessa grande evolução, o Benfica surgiria interessado na sua contratação, com a transferência para a Luz a concretizar-se na campanha de 1981/82. No entanto, apesar do potencial exibido, o ano passado ao serviço das “Águias” quedar-se-ia bem longe do esperado e sem lugar no grupo sob a intendência do magiar Lajos Baróti, o médio-ala acabaria por retornar ao Algarve.
O regresso ao Sul do país, dessa feita para jogar com as cores do Farense, representaria, em certa medida, um retrocesso na sua carreira. Na capital do Algarve a partir de 1982/83, Paulo Campos encetaria um périplo de 3 anos que, para além da vincada errância, haveria de manter o jogador pelas contendas de índole secundário. Seguir-se-iam, ainda na aludida senda, as temporadas cumpridas pelo Marítimo e pelo Recreio de Águeda. Por fim, surgiria o convite a devolvê-lo à 1ª divisão. No entanto, a passagem pelo plantel de 1985/86 do Penafiel, apesar dos números condizentes com a sua categoria, não patentearia mais do que um fugaz retorno aos palcos maiores do desporto português. Logo de seguida, surgiriam o Beira-Mar, duas épocas de novo no 2º escalão e uma 3ª campanha, ainda a envergar a camisola da agremiação aveirense, mais uma vez entre os “grandes”.
Seria a época de 1988/89, a defender os interesses da colectividade a disputar os embates caseiros no Estádio Mário Duarte, a apresentar, ao jogador, a última temporada na 1ª divisão. Seguir-se-iam, numa fase a vincar alguma veterania, as passagens pelo União de Santiago, onde chegaria a trabalhar sob a alçada de Almir Amorim, colega de balneário no Anapolina e no Portimonense, e o fim da carreira no Desportivo de Beja. Aliás, seria no emblema alentejano que faria a transição para as tarefas de treinador. Nas novas funções, a sua caminhada acabaria erguida, na quase totalidade, em emblemas algarvios. Por entre várias colectividades da região, onde podem ser incluídas o Lusitano de Vila Real de Santo António, o Silves ou o Imortal, seria no Padernense que maior destaque conseguiria obter e duas subidas consecutivas levariam o clube desde os “distritais” até à 2ª divisão “b” de 2001/02.

Após cumprir passagens pelo Santa Cruz e pelo Juventude, seria na temporada de 1968 que Pedro Morais da Silva, popularizado no mundo futebol pelo diminutivo Pedrinho, ingressaria no Treze de Campina Grande. Ao posicionar-se como médio, começaria a cimentar-se como um praticante fiável em termos tácticos e com uma postura combativa. A evolução da sua carreira, já com a campanha de 1970 em andamento, levá-lo-ia ao plantel do Ceará. Daí em diante, o atleta entraria num ritmo mais errante e o Náutico de 1971 e o América nas duas épocas subsequentes, ambas agremiações sediados no estado de Pernambuco, preencheriam a sua caminhada profissional e antecederiam a viagem do centrocampista até à Europa.
Com a entrada em Portugal a ocorrer na temporada de 1973/74, seria o Gil Vicente e o treinador Joaquim Meirim a acolher o médio. No entanto, a passagem pela 2ª divisão seria curta, com as exibições do atleta a despertar a atenção de colectividades de outra monta. Quem viria a apostar na sua contratação acabaria por ser o Vitória Sport Clube de 1974/75, à altura comandado por Mário Wilson. Sob a orientação do “Velho Capitão”, Pedrinho, muito à custa da sua polivalência, revelar-se-ia de enorme valia para as metas colectivas do emblema de Guimarães. Podendo actuar, como já revelado, em posições mais centrais do terreno de jogo ou, resultado da boa técnica e velocidade, encostado mais às laterais do campo, o atleta, logo à chegada à “Cidade Berço”, consagrar-se-ia como titular e tal preponderância faria de si uma das figuras de proa do grupo de trabalho vimaranense.
A época de 1975/76 ficaria marcada pela chegada do Vitória Sport Clube à derradeira partida da Taça de Portugal. Numa final agendada para o Estádio das Antas, Pedrinho seria, pelo técnico Fernando Caiado, chamado ao “onze” inicial da decisiva peleja. Com o referido treinador a posicioná-lo em tarefas mais ofensivas, o jogador, ao tornar-se no principal apoio ao sector mais ofensivo da equipa minhota, acabaria por transformar-se numa das grandes figuras da campanha referida no começo deste parágrafo. Ainda assim, apesar das belas exibições arquitectadas durante a temporada, qualidade mantida na partida frente aos “Axadrezados”, a sua prestação seria insuficiente para a conquista do almejado troféu e os “Conquistadores” sairiam da cidade do Porto derrotados por 2-1.
Com a cotação de Pedrinho a subir em flecha, numa altura em que o jogador ainda tinha uma ligação contratual com o Vitória Sport Clube, o FC Porto convidá-lo-ia para seguir numa digressão pelo Peru. Devidamente autorizado pela entidade patronal, o médio seguiria viagem até ao aludido país da América do Sul e, ao rubricar excelentes exibições, dizem que seria convidado a prosseguir a carreira nos “Dragões”. Não ficaria ligado aos “Azuis e Brancos”, nem ao Boavista, emblema com o qual chegaria a ser veiculado um hipotético acordo. A verdade é que a época de 1976/77 voltaria a apresentar o médio como parte integrante do plantel minhoto. Em Guimarães, sempre com excelentes registos, manter-se-ia por mais duas temporadas, voltaria a participar na Taça Intertoto e no defeso estival de 1978 mudar-se-ia para uma colectividade diferente.
Em Setúbal, a representar o Vitória Futebol Clube, Pedrinho, muito mais do que passar as suas derradeiras épocas em Portugal, completaria um ciclo de 7 campanhas a actuar nas provas lusas, sendo que 6 dessas temporadas seriam cumpridas nos desígnios primodivisionários. De seguida, surgira a viagem de volta ao país natal. Ao Brasil chegaria para integrar o plantel de 1980 do Botafogo de Paraíba e numa caminhada profissional que viria a conhecer o termo no ano de 1983, o médio ainda revelaria disponibilidade para um regresso ao América e para envergar a camisola do Paulistano.